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Juiz dos EUA rejeita imunidade de DSK em processo civil

Camareira insiste que sofreu abuso e tenta obter indenização por danos morais

Por Da Redação
1 Maio 2012, 10h45

O juiz da Corte Suprema do Bronx, que atende a causa civil apresentada por Nafissatou Diallo, uma camareira de hotel que acusa a Dominique Strauss-Kahn de agressão sexual, rejeitou nesta terça-feira o pedido de imunidade do ex-chefe do FMI. A informação é do jornal New York Post, que diz ter tido acesso ao veredito por escrito do magistrado.

Entenda o caso

  1. • Em 14 de maio, o francês Dominique Strauss-Kahn foi preso, acusado de abuso sexual pela camareira de um hotel de luxo de Nova York. Uma semana depois, foi colocado em prisão domiciliar.
  2. • Como consequência do escândalo, foi obrigado a renunciar à chefia do FMI e à candidatura à Presidência da França em 2012 – para a qual era um dos favoritos.
  3. • Um mês depois, porém, o caso sofre uma reviravolta: promotores passam a duvidar da credibilidade da vítima, que mentiu nos depoimentos, e DSK ganha liberdade condicional.
  4. • No dia 23 de agosto de 2011, um juiz em Nova York decide retirar todas as acusações contra ele, encerrando o caso.

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A decisão abre espaço para um processo civil com júri popular após o arquivamento da causa penal. De todo modo, os advogados de ambas as partes podem recorrer à sentença da corte do Bronx, uma possibilidade que já havia sido levantada pelos advogados do político francês.

Indenização – O processo civil, apresentado no dia 8 de agosto, tem como objetivo obter uma indenização por danos e prejuízos ainda não quantificados por Diallo. A empregada de hotel de 33 anos afirma que o ex-ministro francês a obrigou a fazer sexo oral no dia 14 de maio de 2011 em seu quarto no luxuoso Hotel Sofitel, de Nova York.

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Os promotores de Manhattan já derrubaram as acusações penais de Nafissaotou antes devido à inconsistência de suas declarações, mas a abertura do novo julgamento pode terminar a favor da mulher, caso que tem precedente nos Estados Unidos.

Acusações – Além disso, Strauss-Kahn é julgado na França por “favorecimento à prostituição” no caso do Hotel Carlton, em Lille – que, assim como outros pontos luxuosos, servia de base para uma rede de prostituição de alto nível. DSK foi deixado em liberdade sob controle judicial depois de pagar uma fiança de 100.000 euros. Seu advogado, Henri Leclerc, disse que “as infrações atribuídas a DSK são inexistentes”.

Os magistrados responsáveis pelo caso de Lille vão determinar se Strauss-Kahn sabia ou não que as participantes das festas em que esteve presente eram prostitutas. Caso o ex-chefe do FMI seja julgado e condenado, pode enfrentar até vinte anos de prisão.

(Com agência France-Presse)

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