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Japão dissolve Câmara e anuncia eleições antecipadas

Pressionado pela oposição, primeiro-ministro Yoshihiko Noda trocou a provável derrota nas urnas pela aprovação de medidas essenciais para o governo

Por Da Redação 16 nov 2012, 01h42

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, dissolveu nesta sexta-feira a Câmara dos Representantes e antecipou para 16 de dezembro as eleições gerais no país. Com a popularidade em baixa, Noda sabe que a antecipação favorece a oposição japonesa, que deve sair vitoriosa nas urnas, mas o premiê tomou a decisão em troca de um acordo para a aprovação de várias medidas essenciais para o governo. O pleito estava agendado originalmente para agosto de 2013.

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Antes de concluir a sessão, o Parlamento aprovou várias importantes leis, incluindo uma para desbloquear os gastos públicos e outra para reformar o sistema eleitoral. A dissolução da câmara baixa abriu o caminho para a antecipação do pleito, o que era amplamente reivindicado pela oposição, liderada pelo Partido Liberal-Democrata (PLD). De acordo com as pesquisas, essa formação tem grandes chances de recuperar o poder perdido nas eleições de 2009. Naquele ano, o Partido Democrático (PD), de tendência mais progressista, obteve uma histórica vitória eleitoral que encerrou mais de meio século de poder do conservador PLD.

Apesar de Noda ter prometido renunciar após receber o apoio necessário para promover em agosto uma ambiciosa reforma tributária, que aumentará progressivamente o imposto sobre o consumo dos 5% atuais para 10% em 2015, o premiê resistia à ideia de convocar o pleito.

Provável sucessor – Assediado pela oposição e com a popularidade em baixa, Noda também anunciará nesta sexta-feira o início da campanha eleitoral em 4 de dezembro. As pesquisas mostram o opositor PLD, liderado pelo ex-premiê Shinzo Abe, como o favorito absoluto para o pleito.

O novo primeiro-ministro terá o desafio de recuperar a economia, estabelecer uma nova política energética após o acidente nuclear em Fukushima e continuar a reconstrução das zonas devastadas pelo terremoto e tsunami que assolaram o nordeste do país em março de 2011.

(Com agência EFE)

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