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Israel indica que votará aceite de trégua em Gaza até esta quinta-feira

Chanceler encurta viagem à Europa para participar de sessão do gabinete de segurança; emissoras dizem que Hamas já deu sinal verde

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jan 2025, 13h51 • Atualizado em 15 jan 2025, 14h00
  • O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, disse nesta quarta-feira, 15, que vai encurtar sua visita à Europa para que pudesse participar das votações do gabinete de segurança e do governo na quinta-feira sobre o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

    “Após o progresso nas negociações de libertação de reféns, o Ministro Sa’ar encurtou sua visita diplomática, que estava programada para continuar amanhã na Hungria. Ele retornará a Israel esta noite para participar das discussões e votações esperadas no Gabinete de Segurança e no governo”, disse o Ministério das Relações Exteriores em uma declaração.

    Mediadores envolvidos nas negociações sobre a trégua se reuniram no Catar nesta quarta para discutir os últimos detalhes do acordo entre Israel e Hamas, que inclui fases para a libertação de dezenas de reféns israelenses em troca de palestinos detidos em Israel.

    Representantes de Catar, Egito, Estados Unidos, Israel e do Hamas afirmaram na terça-feira, 14, que as tratativas estavam em sua fase final, e a finalização do acordo, “mais próxima do que nunca”. Nesta quarta, as emissoras CNN, dos Estados Unidos, e BBC, do Reino Unido, afirmaram que o Hamas aprovou o acordo e entregou sua resposta aos mediadores. No entanto, um membro do grupo disse à agência de notícias Reuters que ainda não havia resposta final, porque Israel ainda deve enviar mapas detalhados mostrando como suas forças se retirariam do enclave.

    A posição em Tel Aviv também é incerta, em meio a ameaças de deserção de membros da coalizão do premiê Benjamin Netanyahu, contrários ao fim da guerra.

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    Fim de mais de um ano de hostilidades

    Se aprovado, o acordo de cessar-fogo incluirá uma pausa inicial de seis semanas nos combates, permitindo a retirada gradual de tropas israelenses da Faixa de Gaza e o retorno de deslocados ao norte do enclave. O plano também exigirá que o Hamas liberte 33 reféns, em troca da liberdade de uma lista de prisioneiros palestinos em Israel. 

    O Catar é um mediador-chave, em especial ao lado do Hamas, em mais de um ano de negociações indiretas. A rodada atual de conversas ocorre na capital, Doha.

    Na terça-feira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou que a Faixa de Gaza deve ficar sob controle da Autoridade Palestina, em colaboração com aliados estrangeiros e as Nações Unidas.

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    Israel e o Hamas estão sob pressão renovada para interromper o conflito às vésperas da posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, na próxima segunda-feira, 20, tratada como uma espécie de prazo. O acordo em fases seria baseado em uma estrutura estabelecida pelo atual presidente americano, Joe Biden, em maio do ano passado, e endossada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Depois da posse, parte da implementação do plano pós-guerra ficará nas mãos do republicano.

    Ataques israelenses

    Apesar do avanço nas negociações por um cessar-fogo, militares israelenses atacaram cerca de 50 alvos em Gaza nas últimas 24 horas, disseram a agência de inteligência interna de Israel (Shin Bete os militares em um comunicado na quarta-feira.

    Os ataques mataram pelo menos 13 palestinos em todo o enclave, incluindo sete pessoas que estavam em uma escola que abrigava famílias deslocadas na cidade de Gaza. 

    O conflito, iniciado em outubro de 2023 após ataques do Hamas ao território israelense que mataram 1.200 pessoas e capturaram mais de 250 reféns, já resultou na morte de mais de 46.700 palestinos, segundo autoridades de saúde de Gaza.

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