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Blinken dá detalhes de plano pós-guerra em meio a expectativa de trégua em Gaza

Chefe da diplomacia dos EUA se pronuncia após Catar, um dos principais mediadores, dizer que cessar-fogo entre Israel e Hamas está 'mais próximo do que nunca'

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jan 2025, 13h37 • Atualizado em 14 jan 2025, 14h11
  • O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse nesta terça-feira, 14, que a Faixa de Gaza deve ficar sob controle da Autoridade Palestina, em colaboração com aliados estrangeiros e as Nações Unidas, quando a guerra entre Israel e Hamas terminar. A declaração foi feita em meio a um esforço final nas negociações por um acordo de cessar-fogo, que o Catar, um dos principais mediadores, disse estar “mais próximo do que nunca”.

    “Acreditamos que a Autoridade Palestina deve convidar aliados internacionais a ajudar a estabelecer e dirigir uma administração provisória com responsabilidade sobre setores civis cruciais em Gaza”, afirmou o chefe da diplomacia americana.

    Blinken cobrou ambos os lados pelo aceite dos termos da trégua, afirmando que está nas mãos do Hamas fechar o acordo e que Israel precisa “abandonar o mito de que poderiam de fato anexar” Gaza a seu território.

    “Israel terá que aceitar Gaza e Cisjordânia unidos sob a liderança de uma Autoridade Palestina reformada”, afirmou, acrescentando que o plano pós-guerra foi apresentado em mais uma rodada de negociações sobre o cessar-fogo nesta manhã.

    Avanços

    Nesta terça-feira, autoridades envolvidas nas negociações sobre um cessar-fogo disseram que o Hamas aceitou o rascunho final do acordo, que inclui fases para a libertação de dezenas de reféns israelenses em troca de palestinos detidos em Israel, segundo a agência de notícias The Associated Press.

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    Um oficial em Tel Aviv, por sua vez, disse que houve progresso, mas os detalhes estão sendo finalizados. A oposição de parte da coalizão ultradireitista que sustenta o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no poder gerou incerteza sobre a implementação total do acordo.

    O Catar, por sua vez, expressou otimismo ao avaliar que Israel e o Hamas estão no “ponto mais próximo” de concordar com um cessar-fogo em Gaza. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores catari, Majed al-Ansari, disse em um briefing nesta terça-feira que as negociações em andamento são positivas e produtivas, embora tenha se recusado a entrar em detalhes.

    O Catar é um mediador-chave, em especial ao lado do Hamas, em mais de um ano de negociações indiretas. A rodada atual de conversas ocorre na capital, Doha.

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    Também o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu um possível cessar-fogo para Gaza como “muito próximo”.

    “É de meu entendimento que houve um aperto de mão e eles estão terminando — e talvez (o acordo seja finalizado) até o fim da semana”, disse Trump à emissora americana Newsmax na segunda-feira à noite.

    Ele acrescentou que parte do pacto veria “corpos” retirados da Faixa de Gaza, sem dar mais detalhes. Dos 98 reféns restantes em posse do Hamas, acredita-se que apenas algumas dezenas estejam vivos.

    Israel e o Hamas estão sob pressão renovada para interromper o conflito às vésperas da posse de Trump, na próxima segunda-feira, 20, tratada como uma espécie de prazo. O acordo em fases seria baseado em uma estrutura estabelecida pelo atual presidente americano, Joe Biden, em maio do ano passado, e endossada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Depois da posse, parte da implementação do plano pós-guerra ficará nas mãos do republicano.

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