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‘Iremos à ONU pedir a inclusão da Palestina’, afirma Abbas

A apresentação do presidente palestino na Assembleia Geral será no dia 23

Entenda o caso

  1. • Diante do fracasso do acordo de paz com Israel, a Autoridade Nacional Palestina decidiu propor à Assembleia Geral da ONU votação a favor da criação de um estado palestino nas fronteiras antes de 1967, tendo Jerusalém Oriental como capital.
  2. • No pleito, marcado para 20 de setembro, os 193 países-membros podem votar e, se aprovada a criação do 194ª estado, a decisão seguirá para o Conselho de Segurança, onde EUA, China, Rússia, França e Grã-Bretanha tem poder de veto – e tudo indica que os americanos o usarão.
  3. • As negociações de paz entre israelenses e palestinos chegaram a ensaiar um retorno, por intermédio dos Estados Unidos, que defendem que só é possível criar um estado palestino realmente significativo a partir da retomada do diálogo – empacado diante da recusa israelense de parar assentamentos judeus em territórios palestinos ocupados.


O presidente palestino Mahmoud Abbas afirmou nesta sexta-feira que realmente apresentará o pedido de adesão do estado da Palestina à Organização das Nações Unidas (ONU) na próxima semana, durante a Assembleia Geral.

“Vamos ao Conselho de Segurança”, declarou Abbas durante um pronunciamento transmitido pela televisão em Ramallah. “Após meu discurso, apresentarei o pedido de adesão ao secretário-geral para que o transmita ao presidente do Conselho de Segurança”, completou.

Na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al-Malki, já havia indicado a intenção de Abbas apresentar no dia 23 de setembro o pedido de adesão, exceto em caso da oferta de uma alternativa “crível” para a retomada das negociações com os israelenses.

Israel – O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também confirmou presença na Assembleia Geral para deixar clara a oposição de Israel quanto à criação do novo estado. Segundo um jornal local, ele estaria negociando com europeus e americanos para que a Palestina receba na ONU um status inferior ao que almeja.

(Com agência France-Presse)