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Irã dá início à paralisação do seu programa nuclear

Técnicos da AIEA que acompanham o cumprimento do acordo preliminar e o desligamento de usinas confirmaram a suspensão de algumas atividades

Por Da Redação
20 jan 2014, 07h08

O Irã começou nesta segunda-feira a coibir o enriquecimento de urânio como parte do acordo preliminar que lhe dará em troca um abrandamento das sanções internacionais, informa a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica da ONU). Na usina de Natanz, na região central do país, centrífugas usadas para enriquecimento de urânio foram desligadas. A agência nuclear da ONU acompanha o processo para confirmar se Teerã está cumprindo sua parte no pacto. A suspensão parcial das sanções da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos vai começar somente após a vistoria técnica da AIEA e a confirmação oficial de que Teerã está respeitando o acordo.

“Os inspetores da AIEA na usina de Natanz estão desconectando as instalações”, disse o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi. “O iceberg das sanções contra o Irã está derretendo”, completou. A verificação dos inspetores da AIEA está prevista para terminar nesta segunda-feira. O relatório parcial da AIEA afirmou também que o Irã começou a diluir seu estoque de urânio enriquecido em 20% – nível que deixava o país próximo da capacidade de produzir combustível para uma bomba atômica.

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O acordo preliminar negociado entre o chamado grupo 5+1, formado pela Alemanha e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, França, China, Grã-Bretanha e Rússia) e a República Islâmica foi anunciado em novembro. Nele, Teerã se compromete a abrir suas instalações nucleares para inspeções, suspender a construção de centrífugas, diminuir o enriquecimento de urânio acima da concentração de 5% (limite para o uso energético) e destruir as reservas de urânio enriquecido acima desse limite. Em contrapartida, o grupo 5+1 irá aliviar parte das sanções que asfixiam a economia iraniana. Com isso, o Irã terá acesso a cerca de 7 bilhões de dólares, incluindo 4,2 bilhões de dólares em receita de venda de petróleo congelados em outros países.

O Ocidente acusa Teerã de manter um projeto para fabricar armas nucleares. O Irã nega a acusação, dizendo que seu programa é exclusivamente para fins energéticos e pacíficos. O acordo preliminar tem duração prevista de seis meses. Neste período, a proposta é chegar a um documento mais abrangente, que implique no desmantelamento completo de instalações que podem ser usadas para a fabricação da bomba atômica – e não apenas uma desaceleração do programa nuclear, prevista no acordo atual.

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Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, disse que espera por “resultados positivos para o país, bem como para a paz e a segurança regional e global”.

(Com agência Reuters)

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