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Hillary pede a Rússia e China que apoiem plano árabe para a Síria

Nações Unidas, 12 mar (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta segunda-feira à Rússia e China que mudem sua postura no Conselho de Segurança e apoiem o plano de transição elaborado para a Síria pela Liga Árabe para deter ‘os assassinatos de sírios inocentes’.

‘Acreditamos que chegou o momento de todas as nações, inclusive aquelas que bloquearam anteriormente nossos esforços, apoiarem a aproximação humanitária e política da Liga Árabe’, disse Hillary ao Conselho, em clara referência a Moscou e Pequim, que vetaram resoluções de condenação a Damasco em duas ocasiões.

A chefe da diplomacia americana defendeu que a comunidade internacional diga ‘em uníssono e sem lugar para dúvidas’ que ‘a transição política’ deve começar na Síria, onde continua o que definiu como ‘campanha de terror’.

‘O povo sírio deveria ter a mesma oportunidade de trilhar seu futuro como tiveram os povos da Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen’, indicou a ex-primeira-dama americana no debate realizado no Conselho de Segurança sobre a Primavera Árabe e que acabou centrado na crise síria.

Hillary chamou o presidente da Síria, Bashar Al Assad, de ‘cínico’ por seguir adiante com sua campanha de repressão enquanto se reunia com o enviado da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, no último fim de semana.

A secretária lamentou concretamente o duplo veto russo e chinês de cinco semanas atrás no Conselho de Segurança a uma resolução que incluía o apoio ao plano de transição elaborado pela Liga Árabe, o que definiu como uma ‘oportunidade perdida’ para a comunidade internacional.

‘Não pudemos sequer condenar a violência e apoiar um plano de paz elaborado pelos vizinhos da Síria’, disse Hillary, que indicou que ‘o respeito à soberania e à integridade do país não significa que o Conselho de Segurança deve permanecer em silêncio enquanto um governo massacra seu próprio povo’.

Além disso, a americana rejeitou ‘qualquer equivalência entre os assassinatos premeditados pela máquina militar de um governo e as ações de civis sitiados que foram empurrados para o uso da legítima defesa’.

As palavras de Hillary foram focadas nos argumentos da Rússia e da China para vetar as duas resoluções apresentadas em outubro e fevereiro ao Conselho: o respeito à soberania da Síria e suas reservas de promover uma mudança de regime, além da necessidade de condenar por igual governo e oposição. EFE