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Gaza recebe materiais escolares pela primeira vez em mais de dois anos, diz Unicef

Fundo da ONU para a Infância anunciou a entrega de utensílios como lápis, livros didáticos e cubos de madeira para brincar

Por Flávio Monteiro 27 jan 2026, 11h34 • Atualizado em 27 jan 2026, 12h17
  • O Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef, informou ter conseguido entregar kits escolares com materiais de aprendizagem na Faixa de Gaza pela primeira vez em dois anos e meio. A declaração da agência ocorreu nesta terça-feira, 27, e prevê o envio de mais itens nas próximas semanas. Desde o início do conflito entre Israel e o grupo militante palestino Hamas, organizações humanitárias têm denunciado obstáculos ao envio de material didático ao enclave palestino.

    “Foram dois longos anos para crianças e organizações como a Unicef tentarem promover a educação sem esses materiais. Parece que finalmente estamos vendo uma mudança real”, disse o porta-voz do fundo, James Elder. Segundo ele, milhares de kits recreativos e centenas de kits escolares chegaram ao enclave, contendo lápis, livros didáticos e cubos de madeira para brincar, entre outros. A previsão é de que mais 2.500 kits escolares sejam enviados na próxima semana.

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    O Cogat, braço das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) responsável por supervisionar os fluxos de ajuda humanitária para Gaza, não respondeu aos pedidos de comentário feitos pela agência de notícias Reuters. Tel Aviv repetidamente alega cumprir as obrigações estabelecidas no acordo de cessar-fogo firmado em outubro, que incluem a flexibilidade na entrega de ajuda humanitária. No entanto, a ONU e outras organizações rejeitam essa declaração.

    Desde o início do conflito em Gaza, em outubro de 2023, as crianças do enclave palestino vivenciaram um colapso do sistema educacional. Elder afirma que a falta de materiais como livros escolares e lápis fez com que os professores tivessem de se virar com recursos limitados. Muitas crianças eram forçadas a estudar à noite em tendas sem iluminação, enquanto muitas perderam completamente o acesso à educação.

    Além disso, a educação palestina no enclave sofreu severos danos estruturais, com um relatório da ONU divulgado em julho apontando que 97% das escolas da região sofreram algum tipo de dano. Israel acusa frequentemente o Hamas de infiltrar-se em estruturas e áreas civis, incluindo escolas, para utilizar civis como escudos humanos.

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    O rastro de destruição deixado pela guerra faz com que o Unicef tenha de estabelecer a maior parte de suas iniciativas educacionais em tendas, onde cerca de 336 mil crianças palestinas terão aulas. A maior parte dos espaços de aprendizagem ficará concentrada no centro e no sul de Gaza, uma vez que a região norte recebeu os maiores danos durante o conflito.

    A guerra entre Israel e Hamas teve início em 7 de outubro de 2023, quando militantes do grupo palestino invadiram o território israelense e mataram 1.200 pessoas. O conflito decorrente da ação resultou na morte de 71 mil palestinos, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. Mais de 20 mil crianças estão entre os mortos, incluindo 110 vítimas que morreram após o cessar-fogo firmado em 10 de outubro.
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