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Confira fotos da cela VIP de traficante brasileiro no Paraguai

Cela luxuosa contava com três quartos, sala de jantar, televisão de plasma e até uma biblioteca

Por Da redação Atualizado em 1 ago 2016, 19h44 - Publicado em 1 ago 2016, 18h22

Imagens da cela de luxo onde vivia um traficante de drogas brasileiro em Assunção, no Paraguai, foram divulgadas pela imprensa paraguaia. Jarvis Chimenes Pavão, preso desde 2009 na penitenciária Tacumbu, transformou sua carceragem em um ‘apartamento’ de três quartos, sala de jantar, televisão de plasma e até biblioteca.

Atualmente, a maior penitenciária do país e uma das mais lotadas tem capacidade para 1.687 presos, mas abriga 3.532, reportou a rede americana CNN. A superlotação, no entanto, não impediu Pavão de construir sua espaçosa suíte de luxo com todas as comodidades e regalias .

A supersuíte foi revelada após a descoberta de uma bomba de explosivos plásticos no muro da penitenciária na noite de terça-feira, que seria usada em uma tentativa de fuga. Condenado por lavagem de dinheiro e procurado no Brasil por narcotráfico, Pavão dormia confortavelmente em uma cama de casal coberta de edredons e tinha à sua disposição uma biblioteca onde, em meio a várias obras, se destaca a série completa sobre o narcotraficante colombiano Pablo Escobar.

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“Vamos demolir a cela de Jarvis Chimenes Pavão e tomar medidas contra os diretores que permitiram os privilégios para este condenado”, disse o novo ministro da Justiça, Ever Martínez, que assumiu na quinta-feira passada – o escândalo culminou na demissão da ministra Carla Bacigalupo pelo presidente paraguaio, Horacio Cartes.

Alguns colegas presos de Pavão lamentaram a transferência do morador da “cela VIP”, como a conheciam. Um dos prisioneiros disse à agência de notícias France-Presse que o traficante brasileiro dava dinheiro para arrumar a quadra de futebol e a capela da prisão, além de pagar por sua segurança dentro da cadeia. Outro preso admitiu que o condenado era “o homem mais querido da prisão”.

Conivência

A advogada do traficante, Laura Acasuso, afirmou que vários ministros da Justiça e ex-diretores de Tacumbu estavam cientes dos privilégios de Chimenes Pavão e de outros presos de destaque. “Seis ou sete ministros da Justiça e seis ou sete diretores conhecem suas contribuições”, assegurou Acasuso.

Considerado como um dos traficantes mais perigosos da região e herdeiro de Fernandinho Beira-Mar, que está em uma prisão de segurança máxima no Brasil, Chimenes Pavão foi acusado de matar, em junho, um conhecido empresário, Jorge Rafaat, na fronteira com o Brasil.

(Com AFP)

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