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Fiadores de Julian Assange terão que pagar 300.000 reais

Um grupo de simpatizantes garantia a permanência do fundador do WikiLeaks na Grã-Bretanha - e o cumprimento das condições da prisão domiciliar no país

Por Da Redação - 8 out 2012, 16h43

O juiz britânico Howard Riddle determinou nesta segunda-feira que os nove simpatizantes do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, paguem 93.500 libras esterlinas (cerca de 306.000 reais) de fiança. O depósito deverá ser feito até 6 de novembro. O grupo – que inclui o biólogo John Sulston, ganhador do prêmio Nobel de Medicina – teria garantido a permanência de Assange no país e o cumprimento das condições de sua prisão domiciliar.

O acordo com os fiadores contemplava a apresentação diária do fundador do WikiLeaks a uma delegacia de polícia, a entrega de seu passaporte e o uso de uma tornozeleira eletrônica, pela qual seria monitorado. O australiano, no entanto, violou os termos de sua liberdade condicional quando se refugiou em 19 de junho na embaixada do Equador – caso que abalou as relações entre Londres e Quito.

Sem perder a chance de demonstrar sua posição contrária aos EUA, o presidente do Equador, Rafael Correa, concedeu asilo ignorando a inexistência de um processo em curso contra Assange nos EUA. O país garantiu o asilo, mas o australiano não tem salvo-conduto para deixar a embaixada e circular pelas ruas de Londres até o aeroporto, o que pode prolongar indefinidamente sua estada na embaixada.

Julian Assange corre o risco de ser preso assim que abandonar a sede diplomática do Equador e extraditado para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. O chanceler britânico, William Hague, se reuniu no mês passado com seu homólogo equatoriano para lhe dar garantias de que a lei britânica de extradição inclui “amplas salvaguardas aos direitos humanos”.

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Histórico – Em dezembro de 2010, depois de nove dias de prisão, a justiça britânica libertou Assange em troca de um depósito de garantia. Um total de nove pessoas, entre elas Vaughan Smith, um amigo de Assange que o abrigou em sua casa no campo durante mais de um ano, pagaram uma quantia que poderia ser embargada pela justiça em caso de violação da liberdade condicional.

“Não me arrependo de ter pagado”, declarou Smith à imprensa depois de uma audiência na Corte de Magistrados de Westminster, na semana passada. “Acredito que era de interesse público”, defendeu.

Assange, de 41 anos, diz temer que sua extradição à Suécia sirva como pretexto para que seja entregue aos Estados Unidos para ser julgado pela divulgação no WikiLeaks de 250.000 telegramas diplomáticos norte-americanos e milhares de documentos secretos sobre as guerras de Iraque e do Afeganistão.

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