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Fenômeno do ‘domo de calor’ volta e ameaça os EUA com temperatura extrema

País já tem 22 mil bombeiros atuando no combate aos incêndios florestais na região oeste

Por Da Redação Atualizado em 26 jul 2021, 18h58 - Publicado em 26 jul 2021, 18h32

Uma onda de calor extensa de de intensidade incomum começa a atingir grande parte dos Estados Unidos a partir desta segunda-feira, 26. Batizado como domo ou cúpula de calor, o fenômeno se estenderá por todo o país ao longo da semana semana, segundo a previsão da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional. Essa é a segunda vez que o domo de calor atinge os americanos. Em junho, os estados do Oregon, Califórnia e Washington, além de parte do Canadá, enfrentaram temperaturas de 50ºC. 

Desta vez, o alerta vale para as Grandes Planícies, Grandes Lagos, a parte norte das Montanhas Rochosas, o Noroeste do Pacífico e a Califórnia. Mesmo lugares acostumados a verões mais amenos devem enfrentar calor severo, com temperaturas esperadas de ultrapassar 37°C na Dakota do Norte e Montana. Áreas de estados incluindo Missouri, Arkansas e Oklahoma podem ter temperaturas “sufocantes” chegando a 43°C, enquanto cidades como Des Moines, Minneapolis e Chicago terão um calor significativamente acima da média.

A onda de calor provavelmente trará tempestades e relâmpagos em algumas áreas, bem como piorará as condições de seca classificadas como severas ou excepcionais que agora cobrem dois terços da Oeste dos EUA .

Os Estados Unidos registram atualmente 86 incêndios florestais no oeste do país, alimentados por altas temperaturas e seca extrema na região, o que fez com que 22 mil bombeiros fossem acionados em 12 estados.

O Centro Nacional contra Incêndios dos EUA (NIFC, pela sigla em inglês) emitiu um alerta de que o oeste americano, nos próximos dois dias, está sob condições de extremo calor, o que dificultará o trabalho de controle das chamas.

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Cúpula de calor sobre a América do Norte, mostrando altas temperaturas previstas em todo o continente.
Cúpula de calor sobre a América do Norte, mostrando altas temperaturas previstas em todo o continente. NOAA/Divulgação

Cientistas do clima disseram a subida nos termômetros é impulsionada pelas mudanças climáticas provocadas pelo homem — mas admitem estar surpresos com a intensidade do que se vê este ano. O calor, que causou a morte de centenas de pessoas em cidades como Seattle e Portland, onde atingiu 46°C, fez com que vários pesquisadores questionassem suas estimativas anteriores de como a crise climática pode remodelar a gravidade da onda de calor.

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