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Ex-chefe do FMI será julgado por agenciar prostitutas

Dominique Strauss-Kahn será levado a um tribunal criminal francês

Por Da Redação - 26 Jul 2013, 14h06

O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Khan, de 64 anos, será julgado num tribunal francês sob a acusação de envolvimento em uma rede de prostituição. Ele responderá em um tribunal criminal por exploração da prostituição, o que envolve ajudar e incentivar a atividade. Esse tipo de crime prevê pena de até 10 anos de prisão e multa de até 2 milhões de dólares em caso de condenação.

Outras treze pessoas suspeitas de envolvimento no caso também serão julgadas, algumas delas respondendo a acusações adicionais de fraude. A decisão de levar DSK – como o ex-ministro das Finanças é conhecido na França – a julgamento é anunciada depois de o procurador Frédéric Fèvre recomendar, no mês passado, o arquivamento do processo.

A defesa de Strauss-Khan alega que não há base juridical para julgá-lo e que ele está sendo alvo da Justiça devido à sua notoriedade depois do processo envolvendo a camareira de um hotel de Nova York, que o acusou de abuso sexual. Ele chegou a um acordo com a camareira Nafissatou Diallo e o caso foi encerrado, não sem antes acabar com as pretensões do ex-chefe do FMI de se candidatar à Presidência da França.

“Não é uma surpresa”, afirmou Richard Malka, um dos advogados de defesa, ao jornal francês Le Monde. “Esta decisão se baseia em uma análise ideológica e moral, mas não, certamente, em bases jurídicas. Nós vamos demonstrar no tribunal que é uma aberração total”.

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O caso atual envolve festas que teriam a participação de várias prostitutas. Strauss-Kahn admitiu participação nas festas, mas disse que ignorava que as mulheres apresentadas a ele por um delegado de polícia e por empresários eram prostitutas.

Outras casos – DSK envolveu-se em outros dois casos, um deles de agressão sexual em Paris, em 2003, que não foi adiante porque a denúncia estava relacionada a um crime cometido há muito tempo. E, em outubro do ano passado, um processo envolvendo uma acusação de estupro durante uma orgia em um hotel de Washington foi encerrado depois que a denunciante retirou a queixa.

(Com agências France-Presse e Reuters)

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