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EUA confirmam boicote diplomático aos Jogos de Inverno de Pequim

Casa Branca afirma que China promove genocídio contra populações muçulmanas de Xinjiang

Por Ernesto Neves Atualizado em 6 dez 2021, 16h35 - Publicado em 6 dez 2021, 16h03

Os Estados Unidos confirmaram nesta segunda-feira (6) que farão boicote diplomático aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em fevereiro de 2022.

A informação foi divulgada pela secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki.

“O governo de Joe Biden não enviará nenhuma representação diplomática ou oficial para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Pequim 2022, devido ao genocídio e crimes contra a humanidade da China em Xinjiang e outros abusos contra direitos humanos”, disse Psaki.

Até o momento, espera-se que todos os atletas americanos participem das Olimpíadas, apesar da retaliação de Biden.

“Os atletas da equipe americana terão todo o nosso apoio”, disse Psaki. “Estaremos 100% com eles e torcendo em casa”, completou a secretária.

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Psaki afirmou ainda que seria errado negar aos atletas a oportunidade de competir nos jogos, e argumentou que a ausência de uma delegação diplomática envia uma “mensagem clara” sobre as prioridades do governo de Joe Biden.

A última vez que os Estados Unidos boicotaram as Olimpíadas foi nos Jogos de Moscou, na então União Soviética, em 1980. Na época, o ex-presidente Jimmy Carter e mais 64 países se recusaram a participar em retaliação à invasão soviética ao Afeganistão.

Em 1984 foi a vez da União Soviética retaliar, recusando-se a enviar sua delegação para os Jogos de Los Angeles.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, acusou Washington de “encenar um‘ boicote”, já que o corpo diplomático não teria sido convidado para os Jogos.

“Quero enfatizar que os Jogos Olímpicos de Inverno não são um palco para manipulação política”, disse Zhao. “É uma grave deturpação do espírito da Carta Olímpica, uma provocação política flagrante e uma séria afronta ao 1,4 bilhão de chineses”, completou o ministro.

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