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EUA colocam tropas de prontidão para envio ao leste europeu

Governo está nos estágios finais de identificar unidades militares específicas que deseja enviar à região, diz emissora

Por Da Redação Atualizado em 24 jan 2022, 17h04 - Publicado em 24 jan 2022, 16h34

Cerca de 8.500 soldados americanos foram colocados em alerta para um possível envio ao leste da Europa, em um esforço para tentar conter o aumento de tropas da Rússia na fronteira com a Ucrânia, afirmou nesta segunda-feira, 24, o porta-voz do Pentágono, John Kirby.

A ordem de preparação foi emitida pelo secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, sob direção do presidente Joe Biden e, segundo Kirby, a decisão final de envio dos militares ainda não foi feita.

Mais cedo nesta segunda-feira, autoridades já haviam afirmado à rede CNN que Biden estaria nos estágios finais de identificar unidades militares específicas que deseja enviar ao leste da Europa, depois de ter se encontrado no sábado com autoridades militares para discutir opções para aumentar o número de tropas americanas nos Bálcãs e no leste da Europa.

A ação seguiria o anúncio nesta segunda-feira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), principal aliança militar ocidental, de envio de forças extras e navios e jatos à região. De acordo com a aliança, o objetivo é intensificar suas presença de “dissuasão” na área do Mar Báltico e diversos membros da organização de 30 países oferecem tropas e equipamentos.

Com a decisão da Otan, a Dinamarca irá enviar uma fragata ao Mar Báltico e aviões de guerra F-16 à Lituânia; a Espanha irá enviar navios para se juntarem à força marítima da aliança e considera enviar caças à Bulgária; a França está em prontidão para enviar tropas à Bulgária.

Segundo a CNN, uma opção considerada pelo governo americano é a movimentação de cerca de mil a 5.000 soldados para territórios aliados e para que possam ajudar a retirar cidadãos americanos se necessário, segundo uma autoridade da defesa.

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No domingo, o governo americano ordenou que famílias de seus diplomatas deixem a Ucrânia por conta da “ameaça persistente de uma operação militar russa”. O Departamento de Estado também autorizou a “saída voluntária de funcionários contratados diretos dos EUA”.

Em comunicado, a embaixada americana em Kiev alertou que “a ação militar da Rússia pode ocorrer a qualquer momento e o governo dos Estados Unidos não estará em condições de evacuar cidadãos americanos em tal contingência, portanto, os cidadãos dos EUA atualmente presentes na Ucrânia devem se planejar adequadamente”.

A possibilidade de envio de tropas de Washington acontece em meio aos temores americanos de que possa haver uma escalada iminente na crise. Apesar de negociações entre representantes americanos e russos, diferenças significativas ainda persistem.

O Kremlin é contra a possível adesão de Kiev à aliança militar da Otan e vem alertando que uma adesão terá consequências graves. A Otan, por sua vez, afirma que “a relação com a Ucrânia será decidida pelos 30 aliados da Otan e pela Ucrânia, mais ninguém” e acusa a Rússia de enviar tanques, artilharia e soldados à fronteira com a Ucrânia para preparar um ataque.

Os Estados Unidos ameaçam a Rússia, prometendo uma “forte resposta” caso o exército russo invada a Ucrânia. Moscou, do outro lado, negou planos de invadir o país vizinho, mas há intensa movimentação militar na região. As avaliações mais recentes da inteligência dos EUA colocam mais de 50 grupos táticos russos enviados dentro e nos arredores da fronteira com a Ucrânia. A avaliação mais recente do Ministério da Defesa ucraniano diz que a Rússia já enviou mais de 127.000 soldados à região.

Se a invasão de fato acontecer, não será a primeira vez que a Rússia assume o controle de uma região da Ucrânia. Em 2014, o governo de Moscou anexou a Crimeia. A presença de mais de 100 mil soldados russos na fronteira disparou o alarme da Otan, que afirma que o risco de um novo conflito na região é real.

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