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EUA admitem: domínio no globo será menor até 2025

Por Da Redação
21 nov 2008, 14h55

Num importante desdobramento dos desafios enfrentados pelos Estados Unidos nos últimos anos, o governo da maior potência econômica e militar do planeta reconheceu, em um documento oficial, que seu domínio no cenário internacional será enfraquecido nas próximas décadas. De acordo com os americanos, o país continuará ocupando a posição de grande protagonista do cenário global. A diferença é que, no futuro, a influência do país será desafiada pelos grandes emergentes: China, Rússia, Índia e Brasil.

A avaliação foi feita pelo Conselho Nacional de Inteligência (NIC, na sigla em inglês). “Os próximos 20 anos serão de transição para um novo sistema, cheio de riscos”, diz o relatório, intitulado Tendências Globais 2025. É a última edição de um documento preparado a cada quatro anos, antes da posse de um novo presidente. O texto, que foi divulgado nesta sexta-feira, traça um cenário preocupante para o próximo presidente, Barack Obama, que assume o cargo numa cerimônia marcada para dia 20 de janeiro.

Conforme a texto, os EUA não perderão sua liderança no campo militar, mas essa hegemonia será desafiada pelo uso de táticas de guerra “irregulares” e pela proliferação de armas de precisão de longo alcance, entre outros fatores. No estudo anterior, o NIC previa que a posição global dos americanos seria mantida, com um domínio ainda muito claro. Depois de mais quatro anos de governo do presidente George W. Bush, a nova edição avisa: “O país ainda será o ator principal, mas será menos dominante.”

Brics – Nesse novo sistema multipolar, as economias emergentes, principalmente as da China, Índia, Rússia e Brasil, são apontadas como desafiantes dos americanos. De acordo com o relatório, se os integrantes do chamado Bric estão em alta, a União Européia será apenas uma “gigante alijada”, já que não conseguiria transformar sua força econômica em influência militar e diplomática. Com um número maior de núcleos de poder, a chance de surgimento de conflitos aumenta, avalia o documento americano.

“As rivalidades estratégicas deverão girar ao redor do comércio, dos investimentos e da inovação tecnológica, mas não se deve descartar um cenário como o do século 19, com corrida armamentista, expansão territorial e rivalidades militares. Tipos de conflitos que não vemos há muito tempo, como os que disputam recursos naturais, poderão ressurgir”, alerta o texto. Mas o presidente do NIC, Thomas Fingar, avisa: está nas mãos dos governantes de hoje a chance de reduzir o risco de conflito daqui em diante.

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