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Estado Islâmico publica novo vídeo de decapitação

Grupo terrorista divulgou a execução do britânico David Haines

Atualizado às 20h58

O grupo terrorista Estado Islâmico divulgou imagens da decapitação do prisioneiro britânico David Cawthorne Haines, de 44 anos. Haines fazia parte de um grupo de ajuda humanitária e foi sequestrado em março de 2013, perto de um campo de refugiados em Atmeh, no norte da Síria, apenas três dias após sua chegada à região.

O vídeo, intitulado Uma Mensagem aos Aliados da América, começa com uma gravação do primeiro-ministro britânico, David Cameron, falando sobre seus planos para combater o Estado Islâmico. Haines aparece ao lado de um homem mascarado e recita uma fala aparentemente decorada que responsabiliza Cameron por sua morte. Seguem-se as imagens de decapitação. Em seguida é mostrado outro refém, identificado como o britânico Alan Henning.

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Essa é a terceira decapitação de reféns do Estado Islâmico em menos de um mês. Antes de Haines, foram executados os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff. As mortes foram registradas em três vídeos de estrutura semelhante. Haines apareceu no vídeo do assassinato de Sotloff, assim como esse aparece no vídeo de Foley. Isso sugere que Henning pode ser a próxima vítima.

O carrasco mascarado do EI, cuja voz e o sotaque sugerem que seja o mesmo a executar os outros reféns – o rapper inglês Abdel-Majed Abdel Bary, de 23 anos, de acordo com suspeitas -, afirma que, se Cameron continuar a obedecer os Estados Unidos, irá “apenas arrastar seu povo a outra guerra sangrenta e impossível de vencer”. “Nós aproveitamos esta oportunidade para alertar aos governos que entraram nesta aliança da América contra o Estado Islâmico para se afastar e deixar o nosso povo em paz”, conclui.

Após a divulgação do vídeo, David Cameron postou no Twitter uma mensagem de repúdio ao ato e de apoio aos familiares. “O assassinato de David Haines é um ato de pura maldade. Meu coração está com sua família, que mostrou coragem e força extraordinárias. Faremos tudo em nosso poder para acabar com esses assassinos e garantir que eles encarem a justiça, independente de quanto tempo levar”, escreveu ele.

Em nota, o presidente americano Barack Obama chamou o assassinato de bárbaro e garantiu que os Estados Unidos trabalharão com a coalizão de países que está junta no combate ao EI. “Os Estados Unidos estão ombro a ombro esta noite com nosso amigo e aliado próximo em seu luto”, solidarizou-se Obama.