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Espanha enfrenta onda de calor que pode chegar a 44°C

Especialistas afirmam que aquecimento global está antecipando o verão no país, que registra temperaturas acima da média para o período

Por Da Redação 10 jun 2022, 16h19

A Espanha está enfrentando sua primeira onda de calor do ano, com temperaturas que devem chegar a 44°C, segundo meteorologistas. O fenômeno é um efeito do aquecimento global e antecipa o verão espanhol, que está  começando 40 dias antes do que há 50 anos.

“Estamos enfrentando temperaturas excepcionalmente altas para junho”, disse Rubén del Campo, porta-voz da Aemet, agência estatal de meteorologia do país, que estima que o clima quente deve durar pelo menos até a próxima terça-feira, 14. Segundo o especialista, a última vez que uma onda de calor chegou tão cedo foi em 1981.

As altas temperaturas na Espanha são resultado do ciclone Alex, o mais intenso que passa pelo Atlântico em 6 anos, e uma massa de ar muito quente vinda do Norte da África. O clima de junho acompanha a tendência do último mês, considerado o maio mais quente já registrado, com temperaturas três graus acima da média.

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Também com temperaturas recordes, 2021 foi o mais quente e seco da história da Espanha, que registrou 47,4°C em Montoro, na província de Córdoba, no sul do país. De acordo com especialistas, o ano passado foi apenas o mais recente de uma série de anos quentes.

“Pela primeira vez, vimos oito anos consecutivos com temperaturas acima da média”, disse Del Campo, que estimou que a tendência é que as temperaturas fiquem cada vez mais altas.

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Com pouco tempo para se acostumar ao que normalmente seriam as temperaturas do meio do verão, as pessoas correm maior risco de insolação, tontura e dores de cabeça. O departamento de saúde da Espanha recomendou que os cidadãos fiquem dentro de casa o máximo possível e evitem exercícios durante a parte mais quente do dia. As pessoas também foram aconselhadas a beber bastante água e evitar a ingestão de bebidas alcóolicas.

+ Temperaturas recordes reforçam urgência de encarar mudanças climáticas

A Espanha se junta a vários outros países do mundo que estão sofrendo com altas temperaturas nos últimos anos, como Estados Unidos, Índia, Paquistão e outros vizinhos europeus. No mês passado, um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontou um avanço recorde de indicadores-chave das mudanças climáticas. De acordo com a entidade das Nações Unidas, as concentrações de gases causadores do efeito estufa, o aumento do nível do mar, aumento do calor e a acidificação dos oceanos atingiram os níveis mais altos já vistos em 2021.

“Nosso clima está mudando diante de nossos olhos. O calor retido pelos gases de efeito estufa induzidos pelo homem aquecerá o planeta por muitas gerações”, disse o chefe da OMM, Petteri Taalas, que acrescentou que sem mudanças bruscas, todos os medidores vão continuar aumentando.

+ Como a mudança do clima impacta (e pode piorar) a vida no Brasil

Apontando a urgência por medidas drásticas que reduzam a emissão de carbono, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres disse que a humanidade está “caminhando para uma catástrofe climática” e está “cavando a própria cova”, durante a COP26, conferência climática realizada no fim do ano passado em Glasgow, na Escócia.

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