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Empresário que comprou patente de remédio e aumentou preço em 5.000% é preso nos EUA

Em setembro, a empresa de Martin Shkreli passou de 13,50 dólares para 750 dólares o valor do comprimido para pacientes com Aids

Por Da Redação 17 dez 2015, 17h21

O empresário da indústria farmacêutica que aumentou o preço de um remédio para Aids em mais de 5.000% após comprar a patente do medicamento, em setembro, foi preso por fraude financeira nesta quinta-feira. Martin Shkreli, de 32 anos, foi detido por agentes federais na manhã desta quinta-feira em sua casa, em Nova York.

Shkreli tornou-se um dos homens mais odiados do planeta quando sua empresa, Turing Pharmaceuticals, adquiriu os direitos de produção do Daraprim, utilizado no tratamento de pacientes com Aids, e aumentou de 13.50 dólares para 750 dólares o preço de cada comprimido. Sua prisão nesta quinta-feira, no entanto, não tem relação com o caso, reportou a Bloomberg News.

A Justiça americana acusa Shkreli de usar ilegalmente ações de uma empresa de biotecnologia fundada por ele em 2011para pagar dívidas não-relacionadas com a companhia. Em 2014, ele foi expulso da empresa, onde ocupava o cargo de CEO, e processado pelo conselho. Os promotores também afirmam que Shkreli envolveu-se em um complicado esquema financeiro ilícito depois que sua empresa MSMB Capital Management, especializada em operações financeiras de alto risco, perdeu milhões de dólares.

Exclusividade – Em maio, o grupo de hip hop Wu-Tang Clan produziu uma única cópia do álbum Once Upon A Time in Shaolin e vendeu-a com exclusividade ao então desconhecido empresário Martin Shkreli por 2 milhões de dólares. Após a controvérsia relacionada ao preço do medicamento, o grupo veio a público para criticar o empresário e anunciar que doaria parte do dinheiro arrecadado com a venda do disco para instituições de caridade. As declarações enfureceram Shkreli. “Eu sou o albanês mais bem sucedido a andar sobre o planeta Terra. (…) Se eu te entrego 2 milhões de dólares, é melhor você mostrar algum respeito. Pelo menos tenha a decência de não dizer nada ou apenas ‘nada a declarar'”, disse Shkreli, segundo o jornal britânico Independent.

(Da redação)

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