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Economia da Eurozona sofrerá recessão histórica de 7,7% em 2020

Devido à pandemia de Covid-19, as principais economias do bloco irão se encolher e o desemprego irá subir

Por Da Redação - Atualizado em 6 May 2020, 11h23 - Publicado em 6 May 2020, 11h19

Prevendo uma queda maior que a projetada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira, 6, que o Produto Interno Bruto (PIB) da Eurozona irá retrair 7,7% em 2020 devido à crise causada pela pandemia de coronavírus.

Depois de crescer 1,2% em 2019, o PIB das 19 economias da zona do euro deve ter uma contração de 7,7% este ano, antes de retomar o crescimento em 2021, a 6,3%, de acordo com a Comissão.

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A pandemia atingiu com força a Europa. Mais da metade das mortes por Covid-19 foram registradas no continente, forçando os países, principalmente os do sul, a fecharem suas economias na tentativa de parar a propagação da doença.

Terceira maior economia da zona do euro e país mais afetado do bloco, a Itália registrará contração de 9,5% em 2020. A Espanha deverá registrar uma queda de 9,4% no PIB neste ano, e a França pode ver seu PIB se contrair em 8,2%. Já a Alemanha, a economia mais forte do bloco, cairá 6,5% neste ano. A Comissão Europeia prevê que os países voltarão a crescer somente em 2021.

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“A Europa está experimentando um impacto econômico sem precedentes desde a Grande Depressão”, afirmou o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni.

O índice de desemprego na Eurozona aumentará 2,1 pontos percentuais, a 9,6% em 2020, com Grécia (19,9%), Espanha (18,9%), Itália (11,8%), França (10,1%) e Portugal (9,7%) acima da média dos 19 países da Eurozona.

O déficit público aumentará em 2020, a 6,5% na zona do euro, com níveis ao redor de 10% na Itália (11,1%), Espanha (10,1%) e França (9,9%), enquanto a dívida pública será de 102,7% do PIB em média, com Grécia (196,4%) e Itália (158,9%) à frente.

A Comissão advertiu que as previsões têm um “grau de incerteza maior do que o habitual” e partem do princípio de que o confinamento será flexibilizado gradualmente a partir de maio.

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(Com AFP)

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