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Ecologistas pressionam Dilma contra mudanças no Código Florestal

Brasília, 29 nov (EFE).- Centenas de ativistas de diversos grupos ambientalistas protestaram nesta terça-feira em Brasília contra a aplicação de um projeto de reforma do Código Florestal que afirmam que irá favorecer o desmatamento na região amazônica.

O protesto foi convocado pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, um coletivo que reúne mais de 200 organizações como o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) e o Greenpeace.

Com intenção de chamar atenção da presidente Dilma Rousseff, a manifestação foi realizada em frente à sede do Congresso, onde está sendo debatida a reforma do Código Florestal, um conjunto de leis que de 1965 e que regula todas as questões relativas à ocupação e o uso dos solos em regiões florestais.

Um grupo de ativistas entregou uma carta no Palácio do Planalto já apresentada no Congresso há alguns meses e que conta com mais de 1,5 milhão de assinaturas. A ideia é fazer com que Dilma vete o projeto caso ele seja aprovado pelo Congresso.

No entanto, a reforma foi proposta pelo próprio governo e também conta com o apoio da indústria agropecuária. Entre outros pontos polêmicos, a nova medida propõe que a preservação nas áreas florestais da Amazônia Legal, que se situa atualmente em 80%, seja reduzida para 50% do território.

A nova medida também prevê que as áreas protegidas à beira dos rios, que atualmente consistem em uma faixa de 30 metros de cada lado, passem a ser somente de 15 metros.

O ponto que mais gerou discussões, no entanto, é uma ampla anistia para todos os fazendeiros que nas últimas décadas violaram as leis de desmatamento. Esse fator, segundo os ambientalistas, poderia contribuir para um aumento da devastação da floresta.

O projeto, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados por uma arrasadora maioria de 410 votos a favor e 67 contra, será votado no Senado nos próximos dias. Em caso de aprovação, a medida ainda poderá ser vetada pela própria presidente Dilma. EFE