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Dinamarca: suspeito era monitorado pelo serviço secreto

Inteligência diz que não há indícios que ele tenha ido à Síria ou ao Iraque para lutar como jihardista. Homem foi morto pela polícia horas após ataques

O suspeito de ser o atirador responsável pelos ataques em Copenhague era conhecido dos serviços de inteligência da Dinamarca, afirmou Jens Madsen, chefe do serviço secreto. O homem, de 22 anos e nascido na Dinamarca, foi morto pela polícia horas depois do atentado.

Para Madsen, a ação pode ter sido inspirada pelo ataque ao escritório da revista semanal satírica Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos em janeiro deste ano.

A polícia dinamarquesa afirmou que não há indícios que ele tenha ido à Síria ou ao Iraque para lutar como jihardista.

O primeiro ataque foi em um café onde ocorria um evento sobre liberdade de expressão, com a participação de cartunista sueco Lars Vilks, ameaçado de morte por muçulmanos em 2007 por ter retratado o profeta Maomé como um cachorro. Ali, uma pessoa morreu, identificada pela mídia local como Finn Norgaard, diretor de cinema.

Mais tarde, outro homem foi morto à frente da principal sinagoga da cidade. Uma autoridade judaica no país o identificou como Dan Uzan, um segurança do local.

Realeza — A rainha da Dinamarca, Margrethe II, pediu união aos dinamarqueses neste domingo. “É importante que estejamos juntos em uma situação tão grave e que defendamos os valores da Dinamarca”, disse a rainha em comunicado. “Envio minha mais profunda solidariedade aos parentes e aos policiais feridos”, completou, agradecendo aos corpos de segurança pela atuação “rápida e efetiva”.

(Com agência EFE)