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Deputados opositores são agredidos durante protesto na Venezuela

Líderes opositores pedem que o Conselho Nacional Eleitoral publique o cronograma do referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro

Vários deputados venezuelanos, entre eles Julio Borges, chefe da bancada opositora do Parlamento, foram agredidos nesta quinta-feira em frente à sede do Poder Eleitoral quando protestavam para exigir uma resposta do organismo sobre o processo de referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro. Líderes opositores esperam do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) a publicação do cronograma do referendo, depois de ter sido anunciado na terça que, das 1,8 milhão de assinaturas, 1,3 milhão são válidas, seis vezes mais que as 200.000 exigidas por lei para ativar a consulta.

O chefe da bancada que domina a Assembleia Nacional levou socos no rosto de partidários do chavismo quando liderava a manifestação em frente à sede do CNE. Parlamentares publicaram no Twitter fotos de Borges com o rosto ensanguentado.

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Outros dos mais de sessenta parlamentares que estavam em frente à sede eleitoral acompanhando Borges foram vítimas de ações similares sem que se saiba até o momento a gravidade das agressões.

A violência começou quando os deputados e seguidores da oposição tentaram ultrapassar a barricada da Polícia e da Guarda Nacional que fazia a segurança do CNE. Os militares desalojaram à força os deputados que, após ficarem no meio da rua, foram agredidos a socos e com objetos contundentes por governistas que atacaram o grupo opositor.

“Hoje voltaram a me bater, mas batem nos venezuelanos todos os dias com violência, escassez e inflação!”, tuitou Julio Borges após a agressão.

Corrida contra o tempo – A oposição luta para que o referendo ocorra antes de janeiro de 2017, quando Maduro conclui seu quarto ano de mandato. Caso o mandato presidencial seja revogado nesse período, haverá novas eleições. Se o referendo acontecer após janeiro de 2017 e Maduro cair, assumirá o vice-presidente, Aristóbulo Istúriz, da chapa chavista.

(Com EFE)