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Democratas processam Trump, Rússia e Wikileaks por conluio em eleições

Partido alega que autoridades da campanha do presidente dos EUA conspiraram com o governo russo prejudicar Hillary Clinton

Por Da redação - 20 abr 2018, 20h13

O Partido Democrata dos Estados Unidos ingressou com uma ação judicial contra a Rússia, a campanha do presidente americano Donald Trump e o WikiLeaks, nesta sexta-feira (20), em que os acusa de conspirar para interferir na campanha para a eleição presidencial de 2016, mostram documentos judiciais.

O partido alega na ação federal impetrada junto a um tribunal de Manhattan que autoridades da campanha de Trump conspiraram com o governo russo e a agência militar de espionagem da Rússia para prejudicar a candidata presidencial democrata, Hillary Clinton, e favorecer Trump na eleição por meio de ataques hackers a computadores do Partido Democrata, de acordo com os documentos.

A ação também coloca o filho do republicano, Donald Trump Jr., o associado de Trump Roger Stone e o genro do presidente, Jared Kushner, como acusados.

A ação judicial alega que a campanha de Trump “alegremente recebeu a ajuda da Rússia” na eleição de 2016. A interferência do Kremlin, através da divulgação de documentos do Partido Democrata filtrados por hackers russos e pelo WikiLeaks, configuraram uma conspiração ilegal que prejudicou gravemente as aspirações de Hillary, segundo a demanda.

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“Na campanha presidencial de 2016, a Rússia lançou um ataque total à nossa democracia e encontrou um parceiro voluntário e ativo na campanha de Donald Trump”, assegurou o presidente do Comitê Nacional Democrata (DNC), Tom Perez, em um comunicado.

Segundo Perez, isso constituiu “um ato de traição sem precedentes” nos Estados Unidos, já que nunca antes houve registro de campanha de candidato estabelecendo “aliança com potência estrangeira hostil para reforçar suas oportunidades de ganhar a Presidência”.

A Casa Branca não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. Trump tem negado repetidamente que sua campanha tenha conspirado com a Rússia. Já a Rússia nega intromissão na eleição.

Nenhum dos citados na acusação respondeu imediatamente a pedidos de comentário da imprensa.

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A ação, se for adiante, deve ajudar a manter os holofotes sobre a questão da interferência russa na eleição e possível conluio com a campanha Trump. Ambos estão sendo investigados pelo procurador especial Robert Mueller.

Por meio do processo legal, os advogados do Partido Democrata poderiam forçar os acusados ​​a produzir formalmente documentos relacionados ao tema.

(Com Reuters e EFE)

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