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Debate entre Hillary e Trump tem provocações e interrupções

Os candidatos discutiram, entre outros temas, a política tributária americana, as atuais tensões raciais no país e o combate ao Estado Islâmico

O primeiro debate entre os principais candidatos à Presidência americana teve interrupções abruptas e provocações enquanto Donald Trump e Hillary Clinton discutiam sobre economia, racismo, terrorismo e outros temas delicados e caros à campanha eleitoral.

O formato livre das réplicas e tréplicas cronometradas, incomuns nos debates brasileiros, deu liberdade para que o republicano Donald Trump interrompesse diversas vezes a democrata Hillary Clinton ao longo de pouco mais de uma hora e meia de embate. Menos sarcástico e mais agressivo, o republicano Donald Trump falou por mais tempo. A rede americana CNN computou 46 minutos do magnata ao microfone, enquanto a democrata Hillary Clinton falou por 41 minutos.

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Por outro lado, Hillary manteve a calma e não poupou críticas aos comentários do candidato que “vive em sua própria realidade”. A democrata provocou Trump com acusações sobre suas empresas – ela lembrou que o empresário declarou falência e chegou a citar funcionários que teriam levado um ‘calote’ do magnata -, e afirmou que o rival tem histórico de comportamento racista e não tem temperamento adequado para ser presidente.

Ainda no primeiro bloco, quando os candidatos debateram planos para expandir a economia americana, Hillary desafiou Trump a divulgar seu Imposto de Renda para provar que paga seus impostos e comprovar as transações de sua fundação. O republicano se comprometeu a divulgar seu Imposto de Renda assim que Hillary tornar públicos seus milhares de e-mails trocados por servidor privado enquanto ela era secretária de Estado. Em resposta, sem se exaltar, a democrata reconheceu o erro de recorrer a um servidor privado para discutir assuntos oficiais e afirmou que não faria novamente se tivesse outra chance.

Em determinado momento, Hillary, que mais de uma vez solicitou que os eleitores visitassem seu site para checar as informações do republicano, debochou das acusações do rival. “Estou sentindo que, até o final da noite, serei acusada de ser culpada por tudo que já aconteceu”, disse. “E por que não?”, interrompeu Trump. “Por que não? É, por que não? Entre no debate dizendo mais coisas loucas”, provocou Hillary.

Os candidatos discutiram, entre outros temas, a política tributária americana, as atuais tensões raciais no país, o combate ao Estado Islâmico. Ao final do debate, em clima de armistício, ambos concordaram em apoiar o vencedor na Casa Branca caso percam a eleição.

Comentários

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  1. A nova e “esquerdista” Veja “Petrysta”, lotada de estagiquerdista pode não gostar de 3 coisas: que não agrada ninguém – nem a turma de esquerda (que sempe a odiou) e nem a das pessoas sensatas (que não reconhecem mais a revista que amavam) e, portanto, jamais voltará a ser o que era; que Donald Trump será o presidente americano; e, que, Bolsonaro tem chances fortes de se tornar presidente do Brasil à frente de Serra, Aécio ou qualquer outro queridinho do PSDB de Veja… aceitem que dói menos…

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