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Coronavírus: Coreia do Norte reformula principal órgão do governo

Cinco dos 13 membros da Comissão de Assuntos de Estado foram substituídos pelos parlamentares em esforço de combate à pandemia

Por Da Redação Atualizado em 13 abr 2020, 15h02 - Publicado em 13 abr 2020, 14h57

O regime da Coreia do Norte substituiu no domingo 12, cinco dos 13 membros do principal órgão de governo do país, a Comissão de Assuntos de Estado (CAE). A decisão ocorre após o ditador, Kim Jong-un, ter demandado uma melhor resposta do país contra a pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

A reformulação da Comissão, presidida por Kim e criada em 2016 para substituir a anterior Comissão de Defesa Nacional, foi aprovada no domingo em uma sessão da Assembleia Popular Suprema, o Parlamento da Coreia do Norte, segundo a agência de notícias estatal KCNA.

Fotos divulgadas pela KCNA mostram centenas de parlamentares sentados juntos, e sem máscaras, mesmo com o risco de contágio por vírus.

Parlamentares da Coreia do Norte votam reformas no principal órgão do governo à mando do ditador Kim Jong-un – 12/04/2020 KCNA/AFP

Durante a sessão, um relatório distribuído reiterou aos parlamentares que a Coreia do Norte não diagnosticou “nenhum um caso” de coronavírus. “A campanha do Estado contra a epidemia se intensificará para evitar a propagação da Covid-19”, informa o comunicado.

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Por ser um país fechado, sem liberdade de imprensa, é difícil saber a extensão da pandemia dentro do território. Apesar da proximidade com a China, onde a doença surgiu, o regime nega que haja casos da doença, que se espalhou por mais de 180 países e regiões no mundo, segundo levantamento em tempo real da Johns Hopkins University.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou à agência Reuters que a Coreia do Norte havia feito exames em cerca de 700 pessoas e colocado em quarentena 500 delas, mas nenhuma teria testado positivo para o coronavírus. A maioria das pessoas em quarenta é estrangeira ou diplomata. O governo também realizou operações de higienização com o objetivo de evitar a propagação do vírus.

Em janeiro, logo após o vírus ser detectado, o país se isolou ainda mais do mundo ao anunciar que estava fechando as fronteiras com a China e adotando medidas rígidas de confinamento aos seus cidadãos.

A pandemia de Covid-19, no mundo, já infectou 1.883.119 pessoas e matou 117.569 delas, segundo a Johns Hopkins. O pior cenário continua a ser o dos Estados Unidos, onde mais de 500.000 pessoas foram diagnosticadas com o vírus e cerca de 22.000 perderam suas vidas.

(Com AFP)

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