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Confrontos seguem em Cabul; há 13 mortos e 16 feridos

Mais cedo, talibãs atacaram a embaixada dos EUA e o quartel-general da Otan

Por Da Redação
13 set 2011, 13h43

O atentado talibã contra a embaixada americana e o quartel-general da Otan no Afeganistão nesta terça-feira deu início a uma série de confrontos pelo centro da capital Cabul, onde forças de segurança afegãs e internacionais trocam tiros com insurgentes. Cinco horas depois do início dos ataques, os disparos continuavam a ser ouvidos na capital afegã. O número de mortos subiu para 13 (anteriormente havia se falado em seis), e há pelo menos 16 feridos, segundo a polícia.

Pelo menos dois militantes talibãs ainda resistem ao contra-ataque, informam os agentes locais. Oficiais afegãos informaram que os terroristas estão entrincheirados em um prédio em construção próximo aos prédios da Otan e da diplomacia dos Estados Unidos, trocando tiros com as forças de segurança e dois helicópteros que sobrevoavam a área. Rebeldes em separado também tentaram atingir postos policiais em algumas das partes mais protegidas da capital. Segundo fontes afegãs, os insurgentes eram homens-bomba.

Esses ataques coordenados são os mais coordenados por parte dos talibãs em sua campanha para tentar derrotar o governo de Cabul e as forças ocidentais aliadas. A ação evidencia falhas na segurança na capital. A embaixada americana em Cabul – uma das maiores missões diplomáticas e uma das mais bem protegidas do mundo – confirmou apenas “um ataque nos arredores”. “Não há vítimas entre o pessoal da embaixada”, declarou ainda o porta-voz Kerri Hannan, em um e-mail sem maiores detalhes.

Números – As versões sobre as mortes ainda estão desencontradas. Fontes afegãs informaram ainda que três insurgentes foram mortos no prédio e os outros três, na estrada para o aeroporto, mas a informação não foi confirmada.

A Isaf confirmou seu apoio aéreo, apesar de o chefe da Otan, Anders Fogh Rasmussen, ter declarado sua confiança de que as forças afegãs – que oficialmente são responsáveis pela segurança na capital – seriam capazes de controlar a situação. Um porta-voz do talibã enviou uma mensagem de texto à agência de notícias France-Presse afirmando que os alvos eram o quartel-general da Isaf, a embaixada americana e a agência de segurança afegã (NDS), além de outros lugares “sensíveis” do governo.

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“Hoje, a uma hora em Cabul, foi desencadeado nos arredores de Abdul Haq, em Cabul, um ataque suicida em massa contra instalações da inteligência local e estrangeira”, escreveu Zabiullah Mujahid na mensagem. “Eu estava em minha loja quando, de repente, ouvi uma explosão. E depois começou o tiroteio”, contou um comerciante local. “As pessoas começaram a correr. Tive que abandonar minha loja e procurar um local seguro”, acrescentou.

O presidente Hamid Karzai insistiu que os ataques não abalarão o processo de transição e, ao contrário, fortalecerão “a determinação do povo em assumir a responsabilidade dos próprios assuntos do país”. A secretária de Estado americana Hillary Clinton também assegurou que os Estados Unidos não se deixarão intimidar pelo “covarde ataque” contra a embaixada em Cabul. “Os funcionários da embaixada não serão intimidados por este tipo de ataque covarde. Permaneceremos vigilantes, mas vamos continuar trabalhando neste país, com um compromisso ainda mais forte”, ressaltou a chefe da diplomacia americana.

(Com agência France-Presse)

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