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Com Kast no poder, Chile começa a escavar trincheiras para criar ‘escudo’ anti-imigrantes

O recém-empossado presidente ultraconservador centrou campanha em temas de segurança; País abriga cerca de 337 mil estrangeiros irregulares

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 mar 2026, 17h08 • Atualizado em 16 mar 2026, 17h09
  • O represidente do Chile, José Antonio Kast, visitou nesta segunda-feira, 16, a cidade de Arica, no extremo norte do país, para acompanhar o início das obras de um projeto de trincheiras na fronteira. A iniciativa faz parte do chamado “Plano de Escudo da Fronteira”, lançado pelo novo governo para conter a entrada irregular de imigrantes e combater organizações criminosas, temas da área de segurança que galvanizaram sua campanha eleitoral.

    Kast, recém-empossado e conhecido por suas posições ultraconservadoras, chegou à região acompanhado de ministros das áreas de segurança e defesa, além de autoridades responsáveis pela chamada Macrozona Norte — área que concentra parte significativa do fluxo migratório que entra no país pelas fronteiras com Peru e Bolívia.

    Durante a visita, o presidente afirmou que o objetivo do projeto é reforçar o controle fronteiriço e combater redes de crime organizado que atuam na região.

    “O tráfico de drogas, o crime organizado e a imigração ilegal não conhecem fronteiras”, declarou. “Qualquer pessoa que esteja foragida ou tenha pendências legais deve se entregar para que não sejamos obrigados a gastar recursos públicos em algo que inevitavelmente acontecerá”, acrescentou.

    Muro chileno

    Segundo o governo, as obras já começaram em alguns pontos da fronteira e incluem a escavação de trincheiras com cerca de três metros de profundidade. O material retirado será utilizado para erguer um muro adjacente que pode chegar a cinco metros de altura, projetado para dificultar a passagem de imigrantes em áreas consideradas mais vulneráveis – qualquer semelhança com o muro projetado por Donald Trump nos Estados Unidos não é mera coincidência.

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    O projeto prevê a instalação dessas estruturas em diferentes trechos da fronteira norte, totalizando cerca de 500 quilômetros. Uma das primeiras etapas ocorre nas proximidades do Complexo Fronteiriço de Chacalluta, na divisa entre Chile e Peru. Nesse ponto, entre os marcos 1 e 15 da fronteira, as obras devem se estender por cerca de 600 metros.

    O governo afirma que a iniciativa não tem como objetivo militarizar a fronteira, mas modernizar o sistema de controle migratório e reduzir as entradas irregulares no território.

    Kast também afirmou que o problema exige cooperação regional. “O que fizermos aqui também deverá ser feito mais tarde na Bolívia, no Peru, na Argentina”, disse.

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    Foco em segurança

    Além do plano de segurança na fronteira, autoridades anunciaram uma operação policial realizada entre os dias 12 e 14 de março que resultou na prisão de mais de 2.500 pessoas procuradas pela Justiça. A ação envolveu forças dos Carabineros de Chile e da Policía de Investigaciones de Chile.

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    A construção das barreiras foi uma das principais promessas de campanha de Kast, que assumiu recentemente a Presidência após vencer as eleições com um discurso centrado em segurança pública e imigração. Analistas avaliam que sua chegada ao poder representa a guinada mais à direita na política chilena desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990.

    Durante a campanha presidencial, Kast apresentou o plano chamado “Escudo de Fronteira”, afirmando que o Chile enfrenta uma “crise migratória sem precedentes” e que a fronteira norte com Peru e Bolívia se tornou um corredor para imigração irregular, tráfico de drogas e contrabando de pessoas.

    Dados oficiais indicam que cerca de 337 mil estrangeiros vivem atualmente no país sem a documentação exigida pelas autoridades.

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