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Esquerda x Direita: a divisão na América do Sul após eleição no Chile

Ultradireitista José Kast foi escolhido novo presidente do Chile neste domingo, 14, com cerca de 58% dos votos

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 dez 2025, 10h25 •
  • O ultradireitista José Antonio Kast foi eleito presidente do Chile neste domingo, 15, com cerca de 58% dos votos. Ele derrotou a candidata governista, Jeannette Jara, que lidava com a baixa popularidade do presidente Gabriel Boric — que estava impedido pela Constituição chilena, dos tempos do ditador Augusto Pinochet, a concorrer à reeleição. Com a vitória de Kast, o tabuleiro político da América do Sul se move em direção à direita. Se antes a esquerda dominava por margem estreitíssima, agora o placar está empatado.

    A alternância é comum na história moderna. Até meados do século XX, a maioria dos países sul-americanos esteve submetido a ditaduras, incluindo Brasil e Argentina. A guinada à esquerda aconteceria apenas no início dos anos 2000 e ganharia até nome: “onda rosa”, como cunhou o jornalista Larry Rohter, do jornal americano The New York Times, após o êxito do esquerdista Tabaré Vázquez no Uruguai.

    A mudança ocorreu em meio ao boom das commodities por demanda da China, o que beneficiou países exportadores e impulsionou o desenvolvimento econômico, ao mesmo tempo em que crescia o apelo pela redução da desigualdade social. Mas a crise de 2008, resultado de uma bolha imobiliária nos Estados Unidos, e a redução do valor das commodities levaria à ascensão conservadora na América do Sul, marcada pela histórica instabilidade democrática.

    A eleição de Rodrigo Paz, de direita, na Bolívia começou a movimentar o jogo ainda em outubro. Com a nova peça, a esquerda perdeu espaço, mas ainda liderava com 7 dos 5 governos sul-americanos. Agora, com o pleito na Bolívia, há um empate: seis para a esquerda, seis para a direita (sem contar com a Guiana Francesa). O quadro pode mudar com as eleições de 2026 no Brasil. Veja abaixo:

    ESQUERDA (6)

    • Brasil – Luiz Inácio Lula da Silva
    • Colômbia – Gustavo Petro
    • Guiana – Irfaan Ali
    • Suriname – Jennifer Simons
    • Uruguai – Yamandú Orsi
    • Venezuela – Nicolás Maduro
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    DIREITA (6)

    • Argentina – Javier Milei
    • Bolívia – Rodrigo Paz
    • Chile – José Kast
    • Equador – Daniel Noboa
    • Paraguai – Santiago Peña
    • Peru – José Neri
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