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Chuvas torrenciais antecipam a chegada de Isaac à Flórida

A Convenção Nacional Republicana precisou ser adiada de segunda para terça

Ventos fortes e chuvas torrenciais anteciparam neste domingo a passagem da tempestade tropical Isaac perto do sul da Flórida, que permanece em estado de emergência, embora a preocupação comece a se voltar para a costa americana do Golfo do México, incluindo Nova Orleans. “A mensagem é muito clara: fique em casa e a salvo”, advertiu neste domingo em entrevista coletiva o prefeito de Miami-Dade, Carlos Giménez, que explicou que, embora os riscos para o sul da Flórida tenham se atenuado, os agentes de emergências devem “encarar o pior”, e os cidadãos devem permanecer informados.

Está previsto que nesta noite Isaac atravessará a região de Florida Keys, saindo do norte de Cuba, mas, segundo Giménez, já foi preciso cancelar cerca de 500 voos no aeroporto de Miami e de 150 no de Fort Lauderdale, e em torno de 3.900 casas perderam o fornecimento de energia só no condado de Miami-Dade. Foram fechados todos os parques, marinas e campos de golfe e abriram-se abrigos por todo o sul do estado, onde se recomenda a evacuação de pessoas com necessidades especiais e que vivem em trailers, áreas baixas com tendência a ficar inundadas e imóveis pouco seguros.

Também está sendo solicitado às empresas que liberem seus empregados de trabalhar até segunda-feira. A área mais ameaçada de ser diretamente afetada é o arquipélago de Florida Keys, onde lojas e restaurantes permanecem fechados hoje e foi suspensa a cobrança de pedágios na única estrada que conecta as ilhas ao continente. Mesmo assim, recomenda-se que quem ainda não abandonou o local fique lá para não se arriscar na estrada, que tem muitos trechos sobre o mar e está muito exposta ao vento.

Em Miami Beach está sendo dito aos turistas que, embora os aeroportos próximos estejam abertos, chequem antes de sair se seus voos foram mantidos, e se estão organizando atividades no interior para entreter os clientes enquanto a tempestade passa. “Nos disseram no hotel que as tempestades continuarão e que devemos estar preparados, mas que não há por que se assustar e que nos manterão informados o tempo todo”, disse o produtor musical espanhol Jeansy Aúz, em viagem de trabalho com sua empresa.

Tampa – Em Tampa, no litoral da Flórida, o governador do estado, Rick Scott, afirmou neste domingo em entrevista coletiva que a maior preocupação são os fortes ventos que se esperam para segunda e terça-feira. “Se alguém estiver na região litorânea, não se aventure a ir para o interior, porque não se sabe o que pode acontecer com as pontes”, alertou Scott, que se encontra em Tampa supervisionando os preparativos às vésperas da Convenção Nacional Republicana. A reunião deveria começar na segunda-feira, mas seus responsáveis decidiram adiar para terça-feira os principais atos.

“Queremos nos assegurar de que as pessoas da convenção têm toda a informação necessária para tomar uma decisão informada”, disse Scott, que detalhou que neste domingo falou duas vezes com o candidato presidencial Mitt Romney sobre a situação em Tampa. “Já temos sobre o estado sequências isoladas do ‘Isaac”, confirmou o Centro de Gestão de Emergências da Flórida, que advertiu que com o passar das horas o tempo irá piorar “significativamente” em quase toda a península, já que se trata de uma tempestade muito ampla, com ventos que se estendem a 335 quilômetros do centro.

Os meteorologistas calculam que após passar sobre as ilhas, a tempestade entrará no Golfo do México e na quarta-feira chegará aos estados litorâneos americanos. Por isso cresce a preocupação nessa região, especialmente na área de Nova Orleans (Louisiana), onde justamente nesse dia completam-se sete anos da chegada do Katrina, o furacão mais letal e custoso da história dos EUA. Nas últimas horas se ampliou a zona de alerta pela possível passagem de um furacão nas próximas 48 horas no litoral americano do Golfo do México, que abrange já grande parte do litoral da Louisiana, assim como do Mississipi, de Alabama e do norte da Flórida.

(Com agência EFE)