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China inaugura maior ponte marítima do mundo entre Hong Kong e Macau

Ponte está sob a soberania chinesa; motoristas das províncias autônomas precisarão de autorização do governo de Xi Jinping para circular

Por Da Redação Atualizado em 23 out 2018, 12h20 - Publicado em 23 out 2018, 10h59

O presidente chinês Xi Jinping inaugurou nesta terça-feira 23 a maior ponte marítima do mundo, uma gigantesca construção ligando Hong Kong, Macao e a China continental.

A enorme estrutura, de 55 quilômetros de comprimento, é formada por quase 35 quilômetros de seções de ponte e estrada, além de um túnel de 6,7 quilômetros que passa sobre o delta do Rio das Pérolas e entre as ilhas artificiais da região para permitir que mercadorias circulem sem obstáculos.

A construção permite ligar, graças a ilhas artificiais e a gigantescas estruturas rodoviárias, a ilha de Lantau, em Hong Kong, à antiga colônia portuguesa de Macau, a oeste, e à cidade de Zhuhai, na província de Cantão.

A ponte será aberta ao tráfego oficialmente na quarta-feira (24), um dia após sua inauguração.

“Declaro oficialmente inaugurada a ponte Hong Kong-Zhuhai-Macao”, disse o presidente chinês em uma breve declaração durante a cerimônia na cidade de Zhuhai.

A obra faraônica, que começou em 2009, foi marcada por numerosos atrasos, superfaturamento, casos de corrupção e mortes de operários.

Para as autoridades chinesas, contudo, a ponte promoverá os intercâmbios comerciais, unindo de forma espetacular as duas regiões administrativas especiais da República Popular da China.

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Em Hong Kong, no entanto, os detratores do projeto consideram que essa é mais uma tentativa de Pequim de aumentar sua influência sobre esta ex-colônia britânica, que em tese possui uma ampla autonomia desde 1997.

A nova estrutura faz parte do projeto do governo chinês conhecido como a “Grande Baía” (Greater Bay Area), que prevê a integração das duas “regiões administrativas especiais” de Hong Kong e Macau em uma enorme urbe de 75 milhões de habitantes. A zona também incluirá nove cidades da província de Cantão, a mais dinâmica da China, entre elas sua capital homônima e Shenzhen.

Outro elemento-chave deste projeto global é a nova linha de trem de alta velocidade entre Cantão e Hong Kong, inaugurada em setembro passado.

Restrições

O principal trecho da ponte está sob a soberania chinesa e os motoristas de Hong Kong devem “submeter-se às leis e normas do continente”, anunciou o Departamento de Transportes da cidade.

Para poder circular pela ponte, os motoristas de Hong Kong também precisarão de uma autorização. A aprovação desta permissão depende de critérios muito restritivos estipulados pelo governo chinês.

Cidadãos que ocupam postos oficiais na China ou têm feito doações a organizações de caridade em Cantão terão mais chances de conseguir a permissão, por exemplo.

A maioria dos passageiros utilizará a ponte a bordo de um ônibus com autorização oficial.

Muitos internautas de Hong Kong criticaram as restrições, alegando que a construção foi financiada em grande parte pelo território semiautônomo.

A China já possui o recorde de maior ponte do mundo: o viaduto ferroviário Danyang-Kunshan, de 164,8 km de comprimento. A nova construção ganhou o título de maior ponte marítima do mundo.

(Com AFP e Reuters)

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