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Casa Branca corrige John Kerry: EUA estão, sim, em guerra contra o EI

O secretário de Estado havia hesitado em usar o termo "guerra" em entrevista à rede CBS, quarta-feira, quando foi anunciada a estratégia da coalizão

Por Da Redação
13 set 2014, 13h30
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  • A Casa Branca declarou na sexta-feira que os Estados Unidos estão em guerra contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI), em uma tentativa de solucionar um deslize semântico sobre a estratégia anunciada na quarta-feira pelo presidente Barack Obama.

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    Em sua viagem pelo Oriente Médio para tentar formar a maior coalizão possível contra o EI, o secretário de Estado John Kerry pareceu hesitar em usar o termo “guerra” para classificar a amplitude das operações americanas contra os jihadistas na Síria e no Iraque.

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    No entanto, nesta sexta o Pentágono e a Casa Branca não deixaram dúvidas sobre a maneira como entendem o conflito. “Os Estados Unidos estão em guerra contra o EI da mesma maneira que estamos em guerra contra a Al-Qaeda e seus aliados em todo o mundo”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, durante sua entrevista coletiva à imprensa diária.

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    Obama anunciou na quarta-feira que seu governo está preparado para combater o EI onde quer que esteja, e se comprometeu a treinar e armar grupos da oposição na Síria, aumentando também a cooperação militar com o governo do Iraque.

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    Em entrevista concedida à rede CBS na quinta-feira, Kerry disse que preferia falar de uma “operação antiterrorista de grande escala”. “Acredito que ‘guerra’ seja a terminologia e a analogia errada, mas o fato é que estamos comprometidos com um esforço mundial significativo para conter a atividade terrorista”, declarou.

    Esta disputa em torno dos termos a serem usados pode parecer trivial no momento em que aviões e drones americanos já fizeram mais de 160 ataques contra o EI no Iraque desde agosto. No entanto, ela é sinal de que a administração continua sendo muito prudente diante de uma opinião pública cansada após anos de luta contra os islamitas no Iraque e no Afeganistão.

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    (Com Agência France-Presse)

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