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Campanha eleitoral se encerra na França com socialistas como favoritos

Paris, 8 jun (EFE).- No dia em que se encerra a campanha eleitoral legislativa na França, os socialistas e os partidos de esquerda despontam como favoritos no primeiro turno da votação, que será realizada neste domingo no país.

Os candidatos do Partido Socialista (PS), do presidente francês, François Hollande, obteriam inclusive maioria absoluta, segundo pesquisas publicadas nesta sexta-feira, que apontam que a legenda poderia governar sem recorrer a coalizões com ecologistas e a Frente de Esquerda.

As pesquisas, no entanto, ainda deixam algumas incertezas, como o desempenho da ultradireitista Frente Nacional (FN), de Marine Le Pen, que ficou em terceiro lugar nas eleições presidenciais deste ano.

Os institutos apontam que Le Pen conseguiria outro resultado recorde nas legislativas, superior inclusive aos 15% obtido no pleito presidencial. Apesar disto, as pesquisas também dizem que a abstenção pode ultrapassar 40% e ter um forte impacto na votação.

A porcentagem dos franceses que não irão votar nesta ocasião deverá ser bastante relevante, pois o clima no país pelas eleições legislativas, que ocorrem apenas um mês depois de uma intensa campanha presidencial, é de desinteresse.

Além disso, na França a figura do presidente tem enorme influência e ele pode chegar a ofuscar os trabalhos da Assembleia Nacional, cuja composição para os próximos cinco anos será decidia agora.

Das enquetes, a do instituto OpinionWay, publicada pelo jornal ‘Les Echos’, é a que dá maior vantagem para o Partido Socialista e seus aliados, que poderiam conseguir entre 290 e 320 deputados numa Assembleia Nacional composta por 577 cadeiras.

Segundo a pesquisa, os verdes (que têm um acordo com os socialistas) obteriam entre 16 e 22 vagas, e a Frente de Esquerda, que apoiou François Hollande no segundo turno das presidenciais, ficaria com entre 18 e 22 deputados.

A direitista União por um Movimento Popular, partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy, conseguiria entre 209 e 247 cadeiras, contra as 313 que têm atualmente no Parlamento.

A Frente Nacional tem 16% das intenções de voto, número insuficiente para garantir muitos deputados. De acordo com a pesquisa da OpinionWay isso garantiria entre zero e quatro cadeiras.

Já uma enquete do instituto Ipsos prevê que a esquerda terá maioria absoluta, entre 292 e 346 cadeiras, mas ressalta que esse número representa dez cadeiras a menos do que o apontado na pesquisa anterior.

A pesquisa Ipsos aponta uma intenção de voto de 15,5% para a FN, o que indica que a extrema direita poderia ir para o segundo turno entre 90 e 100 circunscrições, número bem maior (entre 60 e 70) do que sugeria a enquete do início da semana .

Isso poderia alterar a divisão final dos deputados, da mesma forma que a abstenção, que poderá chegar a 43%, índice superior inclusive às das eleições legislativas de 2007.

Estão em jogo desta vez 577 cadeiras da Assembleia Nacional e cada um de dois deputados representa uma circunscrição. Pela primeira vez onze dos deputados serão escolhidos pelos franceses que moram no exterior.

Os candidatos têm que conseguir maioria absoluta dos sufrágios, que devem representar um quarto dos eleitores inscritos, para vencer no primeiro turno. Já no segundo turno, disputam os candidatos que obtiveram pelo menos 12,5% do número dos inscritos. EFE