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Bulgária retira custódia de sete irmãos da menina Maria

Família de ciganos vive em condições de extrema pobreza e é investigada

Por Da Redação - 30 out 2013, 14h51

Os pais biológicos de Maria, a menina loira de quatro anos que foi achada em um acampamento na Grécia, perderam a guarda de outros sete filhos, anunciaram autoridades da Bulgária nesta quarta-feira, segundo informações divulgadas pelo jornal The Guardian.

De acordo com o governo búlgaro, quatro crianças foram entregues temporariamente para outras famílias, duas foram levadas para um orfanato e outra foi entregue para parentes. O casal de ciganos búlgaros Sasha e Atanas Rusevi despertou atenção mundial na semana passada, após testes de DNA confirmarem que eles eram os pais da menina.

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Desde então, eles estão sendo investigados por suspeita de terem vendido Maria para um casal de ciganos gregos. Os gregos estavam com a menina quando a polícia realizou uma batida na semana retrasada em um acampamento na região central da Grécia e desconfiou que ela não era filha deles.

Em entrevista a uma rede de TV búlgara, Sasha negou as acusações e disse ter entregado a menina para os gregos porque não tinha condições de criá-la. A mesma versão foi contada pelo casal grego, que atualmente está preso por acusações de fraude e sequestro de menor.

A família Rusevi vive em uma casa de um quarto em uma espécie de gueto cigano na cidade Nikolaevo, a cerca de 300 quilômetros da capital Sofia. No total o casal vivia com nove filhos. Outros dois, com mais de 18 anos, não foram atingidos pelas medidas do serviço social do país. Imagens divulgadas pela imprensa búlgara mostraram que a família vive em condições extremas de miséria – várias crianças apareceram sujas e o casal, que está desempregado, depende de ajuda do estado para viver.

Já Maria segue sob os cuidados de uma ONG grega. O governo búlgaro manifestou nos últimos dias a intenção de repatriá-la.

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