Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês

Boris Johnson sobrevive a voto de desconfiança

Mesmo assim, 40% dos membros de seu partido desejam ver o premiê britânico fora do cargo, apenas 10% a menos que o necessário para destituí-lo

Por Amanda Péchy 6 jun 2022, 17h22

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, sobreviveu a um voto de não confiança feito contra ele nesta segunda-feira, 6. O mecanismo é utilizado quando membros do Parlamento britânico acreditam ter motivo suficiente para destituir o líder do governo do cargo, e foi motivado pelo envolvimento de Johnson no escândalo conhecido como “Partygate”.

Para permanecer no cargo, Johnson precisava conquistar o apoio de pelo menos 50% de todos os parlamentares de seu partido conservador mais um, totalizando 180. Nesta segunda-feira, ele recebeu 211 votos de confiança e 148 votos de desconfiança – ou seja, 40% dos Tories desejam vê-lo fora do poder.

Nos países que adotam o sistema parlamentarista de governo, a moção de censura (ou moção de desconfiança) é uma proposta parlamentar com o propósito de derrotar ou constranger o governo. A moção é aprovada ou rejeitada por meio de votação (voto de desconfiança).

Quando o Parlamento vota a censura, ou quando não consegue contra-aprovar uma moção de confiança, o governo é obrigado a renunciar ou a pedir a dissolução do parlamento e a convocação de eleições gerais.

A medida é acionada uma semana e meia após a publicação de um relatório investigativo sobre festas que ocorreram no governo do Reino Unido durante o lockdown contra a pandemia de Covid-19 no país. Johnson foi multado pela polícia por dar uma festa de aniversário regada a álcool, tornando-se o primeiro no cargo a ser penalizado por um crime.

+ ‘Partygate’: Funcionários de Johnson esconderam festas ilegais da mídia

Johnson teoricamente está a salvo do mecanismo por pelo menos um ano. No entanto, Graham Brady, presidente do Comitê de 1922 – que representa a legenda conservadora de Johnson –, disse que essa regra possa ser alterada.

Mesmo com a vitória, isso não pode ser descrito como um bom resultado para o premiê. Ele perdeu o apoio de uma proporção maior do partido do que a ex-primeira-ministra Theresa May quando enfrentou um voto de desconfiança em 2018. Ela também não foi destituída, mas o desgaste foi tanto que, após cinco meses do resultado, May abdicou.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)