Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Atentado no noroeste do Paquistão deixa 19 mortos

Pelo menos 19 pessoas morreram nesta sexta-feira na explosão de uma bomba em Peshawar, noroeste do Paquistão, país abalado por muitos atentados cometidos essencialmente por talibãs aliados da Al-Qaeda.

O ataque aconteceu em Daudzai, bairro da periferia de Peshawar, a capital da província de Khyber-Pakhtunkhwa. O dispositivo estava dissimulado debaixo de um ônibus, alugado pela administração para transportar os funcionários, mas que também aceita outros passageiros.

Pelo menos sete mulheres e uma criança de 7 anos estão entre os mortos e quase 40 pessoas ficaram feridas.

“A maioria dos mortos são funcionários do governo”, declarou à AFP o policial Tahrir Ayub,.

“Ainda não sabemos exatamente quantas vítimas eram funcionários e quantas eram passageiros”, afirmou pouco depois o ministro provincial da Informação, Mian Iftikhar Husain.

“A bomba tinha de sete a oito quilos de explosivos, dissimulados sob o ônibus, e estava conectada a um temporizador”, explicou à AFP o policial Shafiula Khan.

Peshawar é a maior cidade do noroeste do país, na entrada das zonas tribais de fronteira com o Afeganistão, reduto dos talibãs e principal santuário da Al-Qaeda no mundo.

Nesta sexta-feira, a polícia de Quetta, cidade do sudoeste do Paquistão, anunciou que o balanço do atentado de quinta-feira contra uma escola religiosa subiu para 15 mortos.

Sete pessoas gravemente feridas faleceram durante a noite no hospital, segundo fontes policiais. Trinta pessoas ficaram feridas no ataque.

Quetta fica na fronteira do Paquistão com Irã e Afeganistão.

Mais de 5.000 pessoas morreram em todo o país em quase 600 atentados em apenas cinco anos, a grande maioria executados por homens-bomba talibãs ou seus aliados.

Os talibãs decretaram a jihad (guerra santa) a Islamabad por seu apoio a Washington na “guerra contra o terrorismo”.

Desde o fim de 2001, quando os principais líderes da Al-Qaeda fugiram do Afeganistão para as zonas tribais paquistanesas, o Paquistão virou a principal linha de frente da “guerra contra o terrorismo”.

Os talibãs afegãos mais ativos, como a rede Haqqani, também adotaram estas zonas tribais paquistanesas como retaguarda para executar ataques contra as forças internacionais da Otan no Afeganistão, compostas em dois terços por soldados americanos.

O líder terrorista Osama Bin Laden morreu em uma operação americana no norte do Paquistão ano passado e os aviões sem pilotos (drones) da CIA bombardeiam quase diariamente as zonas tribais do noroeste do país.