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Ataque russo atinge hotel na Ucrânia e mata bebê de dois meses

A mãe ficou ferida pelos foguetes S-300 da Rússia, que também atingiram cerca de 30 outros edifícios na região de Kharkiv

Por Da Redação
Atualizado em 7 Maio 2024, 17h29 - Publicado em 6 fev 2024, 10h46

Um ataque aéreo da Rússia destruiu um hotel de três andares na região de Kharkiv, na Ucrânia, nesta terça-feira, 6, matando um bebê de dois meses e deixando sua mãe e outras duas mulheres feridas.

Os projéteis do tipo S-300, um sistema de mísseis da era soviética, também atingiram outros 30 edifícios na vila de Zolochiv, informou o governador regional, Oleh SynehubovPor estar próxima à fronteira com a Rússia, Zolochiv não recebe cobertura o suficiente do sistema de defesa aérea de Kiev.

Os dispositivos S-300 utilizados no ataque nasceram, a princípio, como mísseis terra-ar de defesa, para derrubar aeronaves. Durante a guerra, eles foram adaptados para atingir alvos terrestres ucranianos, sendo mais precisos e mais baratos do que outros da categoria.

Não é a primeira vez que Moscou alveja a região. Em janeiro, 11 pessoas foram feridas por dois mísseis do mesmo modelo em outro hotel da região de Kharkiv. Na ocasião, o prefeito da cidade, Ihor Terekhov, afirmou que “não havia nenhum militar no local”, que abrigava cerca de 30 civis. Entre eles estavam jornalistas turcos que cobriam a guerra.

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Estratégia russa

Às vésperas de completar o seu segundo ano, a guerra entre Rússia e Ucrânia parece estar estagnada, sem avanços significativos de nenhum dos lados. No momento, os soldados de Moscou se concentram em tomar o controle da cidade de Avdiivka, com objetivo de bloquear o caminho para que as forças de Kiev recapturem a cidade de Donetsky.

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Donetsky fica na região ucraniana de Donetsk, uma das quatro áreas anexadas unilateralmente à Federação Russa pelo presidente Vladimir Putin, em setembro de 2022.

Sem saída, moradores de Avdiivka abandonaram suas casas para fugir dos ataques na área, que transformaram a maioria dos edifícios da cidade em escombros. Frustrado com os poucos ganhos da contraofensiva ucraniana, lançada em junho do ano passado, o presidente Volodymyr Zelensky adiantou à televisão italiana que considera um “reset” da estratégia de guerra e mudanças no alto escalão do exército. A indicação aumenta as suspeitas de que o chefe das forças armadas da Ucrânia, Valerii Zaluzhnyi, será demitido. 

+ Ucrânia suspende autoridade do alto escalão por suspeita de corrupção

Espionagem na Ucrânia

Em meio ao impasse, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) prendeu cinco pessoas suspeitas de espionagem russa no final de janeiro. Elas teriam fornecido informações confidenciais ao Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), incluindo detalhes sobre as forças armadas, a infraestrutura energética ucraniana e a localização dos sistemas de lançamento de foguetes MRLS, doados pelos Estados Unidos.

“O grupo incluía ex-funcionários da Direção Principal de Inteligência do Ministério da Defesa [HUR, a agência de inteligência militar], do Serviço de Inteligência Estrangeira da Ucrânia [SZRU] e um funcionário do departamento regional da SBU”, disse o comunicado.

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+ Após entraves, UE aprova financiamento de 50 bilhões de euros à Ucrânia

Entraves no financiamento

Aliado de Kiev, o presidente americano, Joe Biden, tem enfrentado uma série de obstáculos internos para a aprovação de um novo pacote de ajuda financeira e militar à Ucrânia, no valor de US$ 60 bilhões (cerca de R$ 298 bilhões). O pacote foi bloqueado no Congresso por republicanos linha-dura, que apoiam um austero corte de gastos.

Além disso, em ano eleitoral, membros do Partido Republicano evitam oferecer qualquer sinal de cooperação ao democrata, com objetivo de reforçar a campanha do ex-presidente Donald Trump. Ele, por sua vez, prometeu interromper completamente o auxílio a Kiev caso seja eleito em novembro deste ano.

Em contrapartida, a União Europeia anunciou no dia 1º de fevereiro o envio de 50 bilhões de euros (R$ 267 bilhões) à Ucrânia. O montante também estava, até então, travado pelo primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Sob pressão, ele teria cedido ao restante dos Estados-membros, em troca de liberação de fundos do bloco ao seu país.

Em visita a Kiev, o chefe da política externa da União Europeia, Josep Borrell, destacou o “apoio inabalável” a Zelensky e à Ucrânia, que entrará no seu terceiro ano de conflito.

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