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Ataque de Israel mata seis do Hezbollah

O bombardeio israelense na região síria de Golã teria matado o comandante Mohamed Issa, informou uma fonte ligada ao grupo libanês

Por Da Redação 18 jan 2015, 17h11

Pelo menos seis membros do movimento Hezbollah morreram neste domingo no bombardeio de Israel ao Golã sírio – informou uma fonte ligada ao grupo libanês. Entre os mortos, estaria o comandante Mohamed Issa e Jihad Mughniyeh, filho de Imad Moughniyeh, outro comandante assassinado em 2008, completou a fonte. Pouco antes, a própria organização havia anunciado, em um comunicado divulgado pela rede Al-Manar, que “vários” de seus membros morreram na incursão aérea.

“Durante uma visita de inspeção no terreno à localidade de Mazraat Al-Amal, na província síria de Quneitra, um grupo de mujahedine do Hezbollah foi atacado por helicópteros do inimigo sionista, que mataram vários irmãos mujahedine”, acrescentou a nota do grupo. Mais cedo, uma fonte de segurança israelense declarou à agência AFP que havia lançado um ataque aéreo no Golã sírio contra “elementos terroristas” acusados de preparar ataques contra o Estado hebreu.

A incursão aconteceu perto de Quneitra, não muito longe da linha que separa a parte síria do Golã e a parte ocupada por Israel, segundo a mesma fonte, que pediu para não ser identificada. De acordo com essa fonte, havia “drones” (aviões não tripulados) israelenses nessa área.

Na última quinta-feira, o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, anunciou, pela primeira vez, que seu partido possui, desde 2006, mísseis iranianos Fateh-110 capazes de cobrir todo o Estado de Israel.

Os rebeldes sírios e as tropas de Damasco se enfrentam próximo à linha de demarcação. Obuses, espécies de projéteis explosivos, caem regularmente nesse território ocupado por Israel, que já respondeu, em diferentes ocasiões, apontando para bases militares sírias.

Desde 1967, Israel ocupa os cerca de 1.200 quilômetros quadrados do Golã sírio, embora a anexação nunca tenha sido reconhecida pela comunidade internacional. Oficialmente, ambos os países continuam em guerra.

(Com AFP)

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