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Associação pede proteção 24 horas a instituições judaicas

Entidade cobra ação mais intensa dos governos europeus e pede campanha educacional contra 'antissemitismo crescente'

Por Da Redação
15 fev 2015, 13h38

Uma organização judia da União Europeia passou a exigir proteção em tempo integral de instituições judaicas após atiradores abrirem fogo contra uma sinagoga e um evento em prol da liberdade de expressão neste sábado, na Dinarmarca, matando duas pessoas. Para o rabino Menachem Margolin, diretor-geral da Associação Judaica Europeia, as autoridades europeias não agem com intensidade suficiente para combater preconceitos e ataques antissemíticos.

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Margolin exigiu que a União Europeia tome medidas para aumentar a segurança de sinagogas e outros pontos de representação judaica. Ele também pediu a criação de uma força-tarefa europeia para para organizar campanhas educacionais contra o que chamou de “antissemitismo crescente”.

“Os líderes europeus precisam nos apoiar na luta contra o terror nas nossas pátrias”, disse o líder da associação judaica, que tem sua sede em Bruxelas.

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Cooperação –– Na quinta-feira, chefes de Estado da União Europeia concordaram em coordenar um esforço de cooperação na área de anti-terrorismo, como resposta aos atentados em Paris no mês passado que deixaram dezessete vítimas. Um dos alvos atingidos pelos terroristas foi um supermercado kosher, onde quatro reféns, todos eles judeus, foram mortos.

Após os ataques do sábado, o presidente da União Europeia, Donald Tusk, afirmou que os últimos atos de violência só serviriam para fortalecer a decisão da UE de combater todos os tipos de extremismo e terrorismo. “Nós vamos avançar nas nossas novas prioridades, definidas em acordo, na luta contra o terrorismo”, disse Tusk em depoimento. “Nós vamos enfrentar essa ameaça juntos.”

Neste domingo, o Instituto de Cinema Dinamarquês confirmou que o homem de 55 anos morto durante o atentado contra o evento sobre liberdade de expressão em Copenhague era o documentarista Finn Noergaard. O principal rabino da Dinamarca, Jair Melchior, identificou a segunda vítima como sendo o segurança judeu Dan Uzan, de 37 anos.

(Com Estadão Conteúdo)

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