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Assad inclui membros da oposição interna no novo governo da Síria

Por Da Redação
23 jun 2012, 08h57

Damasco, 23 jun (EFE).- O presidente da Síria, Bashar al Assad, aprovou neste sábado a formação do novo governo presidido por Riad Hiyab, do qual farão parte membros da oposição interna e que terá um novo Ministério para a Reconciliação Nacional.

O líder do Partido Social Nacionalista Sírio, Ali Haidar, encabeçará a nova pasta, enquanto o também opositor e presidente da Frente Popular para a Mudança e a Libertação, Qadri Yamil, será o vice-primeiro-ministro para Assuntos Econômicos e ministro do Comércio.

Os opositores incluídos no governo fazem parte da chamada ‘oposição interna’ e dirigem legendas toleradas pelo regime e que defendem uma reforma de suas estruturas comandada por Assad.

No último dia 6, o presidente sírio nomeou Hiyab, ex-ministro da Agricultura, como novo chefe do Executivo no lugar de Adel Safar. Esta foi a segunda remodelação governamental promovida por Assad desde o início, em março de 2011, dos protestos contra o regime.

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O novo governo conta também com dois fortes aliados de Assad: o ministro das Relações Exteriores, Walid Muallem, e o ministro da Defesa, Dawoud Rajha, que passam a ser também vice-primeiros-ministros.

O ministro do Interior, Ibrahim Shaar, se manteve no posto. Já no Ministério de Informação, Omran Zubi entrou no lugar de Adnan Mahmoud.

Nascido em 1966 em Deir ez Zor, no leste do país, o novo primeiro-ministro foi nomeado titular da pasta de Agricultura do governo de Safar em 14 de abril 2011.

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Hiyab é doutor em Engenharia Agrícola e foi secretário-geral do partido governamental Baath em sua cidade natal entre 2004 e 2008.

Dessa data até fevereiro do 2011, ele foi governador da província de Quneitra, no sudoeste do país, e posteriormente governador de Latakia, no oeste, cargo que ocupou até ser nomeado ministro da Agricultura.

A designação de um novo primeiro-ministro aconteceu após a realização de eleições legislativas no dia 7 de maio, das que saiu um parlamento com maioria da coalizão à qual pertence o Baath.

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Esse pleito foi parte das reformas prometidas pelo regime, entre elas a aprovação em referendo de uma nova Constituição, para pôr fim às revoltas populares. EFE

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