Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

As mudanças previstas pela progressista nova Constituição do Chile

Novo texto, votado neste domingo, prevê ampliação de direitos sociais, preservação da natureza e aumenta a autonomia dos territórios indígenas

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 set 2022, 19h11

A população chilena foi às urnas neste domingo, 4, para participar de um referendo que vai definir se a nova Constituição do país será aprovada ou rejeitada. O texto, elaborado durante um ano, foi entregue ao presidente Gabriel Boric em julho deste ano e prevê ampliação de direitos sociais, preservação da natureza e aumenta a autonomia dos territórios indígenas.

A atual Constituição do Chile foi elaborada durante a ditadura de Augusto Pinochet, em 1980, mas uma corrente demandava por um novo texto nos últimos anos e foi impulsionada pela série de protestos contra o governo direitista do presidente Sebastián Piñera em 2019. O contexto de crise política e deu origem ao processo constituinte.

Artigos que apontavam para o desaparecimento do Senado – uma instituição com 200 anos de história – e a substituição do Poder Judiciário por Sistemas de Justiça foram alvo de polêmica entre os críticos da nova Constituição. Por outro lado, defensores ressaltam o seu caráter democrático e a preocupação com os povos originários e a questão ambiental. Se aprovada, será uma das maiores do mundo com 11 capítulos e 388 artigos.

Continua após a publicidade

Na véspera do referendo, neste sábado, 3, Boric usou as redes sociais para destacar a importância da votação. “No Chile, resolvemos nossas diferenças com mais democracia, nunca com menos. Estou profundamente orgulhoso por termos chegado até aqui.”

Na semana passada, a Carta Magna foi alvo de manifestações em meio à crescente divulgação de fake news. As pesquisas mostravam que a população estava dividida. Em janeiro, 56% dos chilenos diziam que votariam a favor da nova Carta, ante 33% que votariam contra, de acordo com pesquisa do instituto Cadem. Às vésperas da votação, o apoio caiu e, desde abril, o cenário se inverteu, com o “não” em vantagem sobre o “sim”. O último levantamento realizado apontava 46% contra, 37% a favor e 17% indecisos. Em 2020, quase 80% dos chilenos votaram para a elaboração de uma nova Constituição.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.