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As mudanças na Alemanha 25 anos depois da reunificação

Por Jean-Philip Struck, de Berlim
3 out 2015, 08h36

Mesmo depois de 25 anos da reunificação da Alemanha, legados nefastos do comunismo ainda permanecem. O leste ainda continua atrás da região oeste do país em uma série de índices econômicos. Os salários continuam em média 18% mais baixos, a taxa de desemprego, de 9%, é superior à ocidental, de 6%. Mas apesar dos contrastes ainda vivos entre as duas antigas Alemanhas e a persistência de algumas das heranças do comunismo, estudiosos alemães vem saudando a diminuição das diferanças, ainda que o processo esteja demorando bem mais que o previsto logo após a reunificação e tenha custado além do esperado.

Em 1991, a indústria do leste só respondia por 3,7% do PIB alemão, hoje o número saltou para 8,7%. O índice de produtividade, que em 1991 era de apenas um quarto do observado no oeste, hoje alcança 76%. A visão de que qualquer lugar do oeste oferecia melhor qualidade de vida que o leste também já não se sustenta. Cidades como Leipzig e a parte oriental de Berlim têm economias mais vibrantes do que antigos centros industriais do oeste, como o Vale do Ruhr, onde mudanças na economia mundial a partir dos anos 90 resultaram no fechamento de centenas de indústrias e na mudança delas para países em desenvolvimento.

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O leste, apesar de ainda estar atrás, não apresenta contrastes piores do que regiões de outros países industrializados, como os EUA, onde a renda per capita de um Estado do Mississipi é 46% menor do que a de Connecticut, por exemplo. A opinião pública sobre a reunificação também melhorou nos últimos anos. Hoje, 73% dos alemães acreditam que a reunificação foi vantajosa, contra 46% em 2009, quando o entusiasmo dos anos 90 havia cedido lugar a uma insatisfação com o preço pago no processo de modernização da antiga RDA.

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