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Argentina retira embaixador no Paraguai após cassação de Lugo

Buenos Aires, 23 jun (EFE).- O Governo da Argentina anunciou neste sábado a retirada de seu embaixador em Assunção após a cassação de Fernando Lugo como presidente do Paraguai, ato que o Governo de Cristina Kirchner considera uma ‘ruptura da ordem constitucional’.

Em comunicado, a Chancelaria argentina informou que o Governo de Cristina ‘ordenou a imediata retirada de seu embaixador em Assunção, ficando a representação diplomática sob a responsabilidade de um funcionário de negócios, até que seja restabelecida a ordem democrática no Paraguai’. A embaixada argentina em Assunção era presidida por Rafael Edgardo Romá.

A Argentina explicou que tomou a decisão diante dos eventos que levaram à cassação do presidente constitucional Fernando Lugo e à ‘ruptura da ordem democrática’. A presidente disse ainda que não vai validar o golpe de Estado no Paraguai, considerado por ela como um ataque direto às instituições.

A presidente destacou que a Argentina assumirá uma postura conjunta com o Brasil e Uruguai, membros do Mercosul junto ao Paraguai, mas afirmou que não vai a antecipar sua posição sobre a possível expulsão de Assunção do bloco comercial até que haja uma posição pactuada.

Enquanto isso, o vice-presidente argentino, Amado Boudou, falou hoje em comunicado que no Paraguai houve um golpe com novo formato de ataque institucional. ‘Há um novo formato para tentar vulnerar a vontade popular e frear os processos de inclusão social. Não temos que ser inocentes e olhar o que passou ontem no Paraguai como um fato isolado’, disse Boudou.

Na última sexta-feira, Fernando Lugo perdeu a Presidência do Paraguai após ser considerado culpado por mau desempenho de funções em um julgamento político no Senado. Em menos de 30 horas, Lugo foi julgado e sentenciado e seu vice-presidente, Federico Franco, assumiu a Presidência. EFE