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Ao menos 20 morrem na Síria apesar do cessar-fogo, afirmam opositores

Cairo, 12 abr (EFE).- Pelo menos 20 pessoas morreram nesta quinta-feira na Síria pelos disparos e bombardeios das forças leais ao regime de Bashar al Assad, a maioria nas províncias de Homs (centro) e Idlib (norte), informou uma organização opositora à Agência Efe.

O porta-voz da rede Comitês de Coordenação Local (CCL), Hozam Ibrahim, explicou que continuam os disparos de franco-atiradores em cidades como Homs e Aleppo (norte), após a entrada em vigor de um cessar-fogo estipulado pelas partes sob a coordenação do enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan.

Apesar das denúncias da oposição, a ONU aprovou nesta quinta-feira a implementação do cessar-fogo por parte do regime sírio e tanto o secretário-geral pela organização, Ban Ki-moon, como Annan afirmaram com cautela que a situação é mais tranquila no país.

De acordo com a documentação do grupo opositor, nove pessoas morreram em Homs, seis em Idlib, quatro em povoados da periferia de Damasco e uma em Aleppo.

Entre as vítimas de Homs, pelo menos duas delas morreram em um bombardeio contra a cidade de Al Qosair, enquanto outra morreu pelos disparos de um franco-atirador no bairro de Al Bayada, onde as forças de segurança também abriram fogo desde um posto de controle.

Além disso, os CCL afirmaram que várias manifestações convocadas pela oposição em diferentes pontos do país, como Idlib, Aleppo e Deir er Zor (leste), foram dispersadas com o uso da força pelos leais ao regime.

Em uma delas, que aconteceu nas proximidades de Yisr al Shugur, em Idlib, na fronteira com a Turquia, morreram pelo menos duas pessoas pelos disparos.

Já a imprensa oficial da síria informou sobre a explosão de uma bomba em Aleppo que causou a morte de um oficial e ferimentos em outras 24 pessoas.

O regime de Damasco anunciou que frearia suas operações militares esta manhã, de acordo com o plano de paz de Annan, que estipula o fim das hostilidades e a retirada das tropas das cidades, entre outras medidas. EFE