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Anistia acusa Kadafi (e os rebeldes) de crimes de guerra

Relatório de 122 páginas expõe exemplos de violações cometidas por ambos

Por Da Redação
13 set 2011, 09h18

A Anistia Internacional acusou na noite de terça-feira o regime de Muamar Kadafi de crimes contra a humanidade na Líbia, enquanto acusou também os rebeldes de terem cometido abusos que, em alguns casos, constituem crimes de guerra. Em um relatório de 122 páginas, a Anistia expõe uma série de exemplos de violações cometidas pelo ex-ditador, e também afirma que o Conselho Nacional de Transição (CNT) não parece disposto a responsabilizar os rebeldes por violações aos direitos humanos.

Cronologia – Relembre os fatos marcantes da revolta líbia

Entenda o caso

  1. • A revolta teve início no dia 15 de fevereiro, quando 2.000 pessoas organizaram um protesto em Bengasi, cidade que viria a se tornar reduto da oposição.
  2. • No dia 27 de março, a Otan passa a controlar as operações no país, servindo de apoio às tropas insurgentes no confronto com as forças de segurança do ditador, que está no poder há 42 anos.
  3. • Após conquistar outras cidades estratégicas, de leste a oeste do país, os rebeldes conseguem tomar Trípoli, em 21 de agosto, e, dois dias depois, festejam a invasão ao quartel-general de Kadafi.
  4. • A caçada pelo coronel continua. Logo após ele divulgar uma mensagem em que diz que resistirá ‘até a vitória ou a morte’, os rebeldes ofereceram uma recompensa para quem o capturar – vivo ou morto.

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“O CNT enfrenta a difícil tarefa de controlar os combatentes da oposição e os grupos paramilitares responsáveis por graves violações aos direitos humanos, incluindo possíveis crimes de guerra, mas se mostra resistente a declará-los reponsáveis”, afirma a organização. “Os responsáveis da oposição aos quais a Anistia Internacional informou essa preocupação condenaram os abusos, mas com frequência minimizaram seu alcance e gravidade”, completa, acrescentando: “Os combatentes da oposição e seus partidários sequestraram, prenderam abritrariamente, torturaram e assassinaram ex-membros das forças de segurança suspeitos de serem leais a Kadafi, enquanto capturaram soldados e cidadãos estrangeiros suspeitos erroneamente de serem mercenários que lutavam por Kadafi”.

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Entre os muitos exemplos de violação aos direitos humanos, a Anistia cita particularmente um caso, ocorrido no início da insurgência: um grupo de soldados de Kadafi, capturados pelos rebeldes que foram “espancados até a morte, dos quais ao menos três foram enforcados e outros mortos após terem sido capturados ou terem se rendido”.

Os responsáveis do CNT também fizeram pouco para corrigir a afirmação errônea segundo a qual os homens procedentes da África subsaariana eram mercenários, lamenta a Anistia, reconhecendo, porém, que os crimes de guerra cometidos pela oposição são de “menor escala” frente aos do coronel.

O relatório da Anistia, intitulado “A Batalha pela Líbia: Assassinatos, Desaparecimentos e Tortura” é o documento mais recente com uma relação detalhada das violações na Líbia. “As novas autoridades devem romper totalmente com as violações cometidas nas últimas quatro décadas e estabelecer novas normas que coloquem os direitos humanos no centro de seu programa”, declara Claudio Cordone, membro da direção-geral da Anistia Internacional, citado no relatório.

(Com agência France-Presse)

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