Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Ala moderada vence primárias legislativas da oposição venezuelana

O partido Primeiro Justiça, liderado pelo ex-candidato presidencial Henrique Capriles, conquistou a maioria das indicações da coligação oposicionista venezuelana

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 03h22 - Publicado em 18 Maio 2015, 10h13

A ala moderada da grande coligação de oposição venezuelana, a Mesa de Unidade Democrática (MUD), liderada pelo ex-candidato presidencial Henrique Capriles, venceu as eleições legislativas primárias na noite deste domingo. Candidatos da oposição na Venezuela, que fazem campanhas com pouco dinheiro e, em alguns casos até detrás das grades, buscam uma chance para participar no pleito que pode ser a melhor oportunidade em muitos anos de derrotar o governo de Nicolás Maduro. A MUD prepara seus candidatos para inverter a hegemonia chavista na Assembleia Nacional do país. “Fazer primárias nesta realidade nacional tão difícil parecia impossível, mas nós organizamos em clima de paz, democrática, transparente e sem incidentes”, disse ao La Nación José Luis Cartaya, o presidente da Comissão Eleitoral do MUD.

A oposição moderada capitaneada pelos partidos Primeiro Justiça (PJ), Ação Democrática (AD) e Um Novo Tempo conseguiram a indicação de 30 das 42 vagas disponíveis para candidatos em jogo nas primárias da coligação. O PJ, liderado pelo governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles, ganhou a maioria dos votos, conquistando treze indicações. O triunfo do bloco moderado constitui uma derrota para os setores mais radicais da oposição venezuelana, liderados pelo prisioneiro político Leopoldo López e pela ex-deputada Maria Corina Machado. No entanto, o Vontade Popular, partido de López, foi o segundo mais votado, conquistando oito indicações, incluindo o aval para a candidatura de Daniel Ceballos, ex-prefeito de San Cristóbal, que está preso também por motivações políticas.

Leia também

Maduro proíbe diretores de jornais de deixar o país

Continua após a publicidade

Militar boliviano diz que Podemos seria braço do tráfico venezuelano

Mulheres de opositores venezuelanos são recebidas no Itamaraty

A grande derrotada das primárias foi Maria Corina. Seu partido, o Vente Venezuela, concorreu a seis indicações e não conquistou nenhuma delas. Uma centena de candidatos, dos quais 34% tinham menos de 40 anos, participou destas primárias que foram realizadas em doze dos 24 estados. A coligação de oposição ainda vai eleger outros 125 candidatos para completar a lista dos 167 nomes que irão disputar as eleições parlamentares marcadas para o último trimestre.

Continua após a publicidade

As primárias receberam uma cobertura mínima na imprensa estatal e pró-governo, mas os políticos opositores já contavam com o descaso da mídia cooptada. Por outro lado, eles lamentaram que a MUD esteja com recursos financeiros tão escassos. A coalizão pediu aos candidatos que cada um deles investisse 150.000 bolívares (aproximadamente 1.500 reais) para ajudar a cobrir os custos das eleições primárias. A coalizão, formada por 29 partidos que muitas vezes brigam entre si, tem cerca de um terço do legislativo no país. Partidos de oposição não obtêm maioria desde que o ex-presidente Hugo Chávez venceu as eleições presidenciais pela primeira vez há 16 anos.

Mas a oposição ao governo agora se beneficia de um descontentamento com Maduro, provocado por escassez de bens, alta inflação e violência. O mandato de Maduro, porém, não está em jogo, já que dura até 2019. Opositores dizem que estão tentando conquistar espaço diante da onda de insatisfação dos venezuelanos mais jovens e buscam os votos daqueles que tomaram as ruas em protestos no ano passado.

(Da redação)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.