Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Al-Islam será tratado como prisioneiro de guerra, diz primeiro-ministro

Por Da Redação 19 nov 2011, 12h19

Trípoli, 19 nov (EFE).- O primeiro-ministro interino líbio, Abdurrahim al-Keib, afirmou neste sábado à Agência Efe que Saif al-Islam, cuja detenção foi anunciada por fontes militares, será tratado ‘como um prisioneiro de guerra’.

‘Apesar de ser um dos símbolos do antigo regime, será tratado como um prisioneiro de guerra, conforme as leis internacionais’, declarou Al-Keib, que acrescentou que ainda não tem detalhes sobre as circunstâncias exatas da detenção do único filho do ex-ditador Muammar Kadafi que permanecia em território líbio.

Os rebeldes da cidade de Zintan, a 150 quilômetros ao sul de Trípoli, anunciaram neste sábado a captura de Al-Islam e de três acompanhantes por uma brigada de milicianos em uma área montanhosa de Obari, no deserto líbio e a 800 quilômetros ao sul da capital.

Neste sentido, o ministro da Justiça do Conselho Nacional de Transição líbio (CNT), Mohammed al Alagui, afirmou à Efe que a detenção aconteceu a cerca de 50 quilômetros ao norte de Obari, pela brigada conhecida como ‘Abu Bakr al Sedik’.

‘Confirmo que Saif al-Islam foi preso neste sábado, de madrugada, e que se encontra em bom estado de saúde’, declarou Al Alagui.

Continua após a publicidade

O ministro da Justiça acrescentou que a Líbia tem como prioridade julgar o segundo filho de Kadafi, que terá garantido ‘um processo justo e equitativo’.

Além disso, o chefe do conselho militar de Trípoli, Abdelhakim Belhach, indicou que a ferida na mão com a qual Saif al-Islam aparece na primeira foto divulgada após sua detenção é antiga.

O canal de televisão ‘Libya’ divulgou uma fotografia, supostamente tirada após a detenção de Al-Islam, na qual aparece com três dedos da mão direita enfaixados.

Além disso, insistiu que a captura do suposto sucessor do ex-ditado líbio foi fruto dos ‘esforços das Forças Armadas da rebelião’.

Belhach, antigo combatente islâmico, acrescentou que a Justiça de seu país ‘terá algo a dizer’ sobre seu julgamento, em referência à ordem de detenção emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Saif al-Islam, acusado de cometer crimes contra a humanidade durante a repressão do levante que acabou com o regime de seu pai. EFE

ms-sk-jfu/mm

Continua após a publicidade

Publicidade