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Sem o Brasil, azarões ganham fôlego em briga por vaga na Copa

Por Da Redação - 6 out 2011, 23h04

O continente sul-americano inicia nesta sexta-feira a longa caminhada de mais de dois anos para definir os representantes da Copa do Mundo de 2014. A boa notícia às seleções que frequentemente não carregam muitas esperanças de classificação é a ausência do Brasil, classificado com antecipação por ser a organizadora do torneio.

Assim, países como Colômbia, Equador, além dos azarões Venezuela e Peru, estão mais confiantes em firmar uma boa campanha. A América do Sul vai classificar as quatro melhores seleções das Eliminatórias de forma direta, além de a quinta colocada disputar a repescagem contra um adversário de outro continente que será definido em sorteio.

Antigo saco de pancadas da América do Sul, a Venezuela é o único representante do continente que nunca jogou a Copa. Ainda assim, aposta na evolução dos últimos anos que o levou ao quarto lugar da Copa América de 2011. ‘Estamos fazendo todos os esforços para alcançar a principal meta que nós pretendemos, que é a classificação para o Mundial’, exalta o técnico do país, César Farias.

Já o Peru, último colocado da edição passada das Eliminatórias, já disputou a Copa do Mundo em quatro oportunidades e foi o terceiro melhor da Copa América. O técnico Sergio Markarián alerta que, mesmo com ausência do Brasil, sua equipe não terá vida fácil. ‘Precisamos ficar unidos porque vai ser duro’, diz.

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Três das quatro vagas diretas da América do Sul têm os favoritos: Uruguai, Argentina e Paraguai. Com a base do grupo no futebol europeu, essas equipes também devem brigar pela primeira colocação – e o título simbólico – das Eliminatórias.

‘Queremos esquecer o mau resultado na Copa América e, sem o Brasil, somos os candidatos a classificar em primeiro’, afirmou o argentino Ángel Di Maria. ‘Nós temos direito de estar confiantes porque o grupo deu ótimas respostas nos últimos torneios’, emendou o uruguaio Diego Lugano, ídolo dos são-paulinos.

Principal candidato à quarta vaga direta, o Chile inicia o torneio sem a sua principal estrela, o atacante Alexis Sánchez, do Barcelona, da Espanha, contudo a ordem é exaltar a qualidade do grupo. ‘Nós temos equipe para ganhar de qualquer adversário’, explicou o próprio Sánchez, que foi liberado pelo time espanhol para se recuperar de um problema muscular no seu país.

Para Colômbia e Equador, há uma possibilidade real de disputa, pelo menos, pela chance de jogar a repescagem. Contudo, a falta de confiança aflige as duas equipes que já deram trabalho aos favoritos. ‘Teremos muitas dificuldades para jogar contra a Bolívia’, adverte o colombiano Falcão García sobre a estreia contra a Bolívia, fora de casa, apenas na terça-feira, já que o país folga na abertura.

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Ao Equador, o início da caminhada nas Eliminatórias reserva um confronto em casa contra a Venezuela, em casa. No passado, o confronto era considerado uma ‘barbada’. Agora, os equatorianos tratam o jogo como uma decisão, já que o rival foi responsável pela eliminação do país na Copa América. ‘Temos que ganhar ou ganhar’, decreta o atacante Guerrón, do Atlético-PR.

Na Bolívia, as esperanças de uma vaga são remotas, mas a ordem é se apegar ao bom jogo feito contra a Argentina na Copa América, no empate por 1 a 1. Na primeira rodada das Eliminatórias, o adversário será o Uruguai, em Montevidéu. ‘Nossa meta é causar uma surpresa à melhor seleção sul-americana’, avisa o técnico Gustavo Quinteros.

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