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Riquelme quer a 4ª Libertadores antes de deixar o Boca

Por Raphael Ramos

Buenos Aires – Se nas semifinais o principal desafio do Corinthians foi marcar Neymar, na decisão a maior preocupação da equipe será tentar anular Riquelme. O veterano meia que completou 34 anos no último domingo é o “dono” do Boca Juniors. Praticamente todas as jogadas de ataque dos argentinos têm de passar pelo jogador antes de chegar nos homens de frente. É o típico camisa 10 antigo. Gosta de ter a bola nos pés, ditar o ritmo do jogo e deixar os companheiros na cara do gol. Seus arremates de fora da área também são perigosíssimos, uma arma letal.

Nesta segunda-feira, ele não treinou junto com os titulares – foi a campo, porém trabalhou separado. Mas está garantido no jogo desta quarta. A ausência do craque não causou muita surpresa entre os jornalistas que acompanham o dia a dia do clube. Dizem que é comum Riquelme ser poupado de alguns treinamentos para assim poder chegar 100% fisicamente nos jogos, sobretudo os decisivos.

Se para a maioria dos corintianos a Libertadores é uma experiência inédita, Riquelme é um especialista no torneio. Essa será a sua quarta final (foi campeão em 2000, 2001 e 2007). Ele também pode ser considerado um carrasco de equipes brasileiras. Na sua lista de vítimas estão Palmeiras (duas vezes), Grêmio e, este ano, Fluminense, nas quartas de final.

Depois de defender Barcelona e Villarreal, Riquelme voltou ao Boca Juniors em 2007. Mesmo sendo peça importantíssima do elenco, não apresentou o futebol dos velhos tempos. Assim, ganhou a fama de ser um atleta que “joga quando quer”. Mas é principalmente nos jogos mais importantes que ele aparece. Nesta Libertadores, por exemplo, foi assim. Depois de uma primeira fase irregular, subiu de produção no mata-mata.

E para o jogo desta quarta, o meia já mostrou que está bastante empolgado. Xodó da torcida, ele já preparada sua despedida do Boca Juniors. E quer sair com mais uma taça. “É a última vez que posso ganhar uma Libertadores, então quero aproveitar muito bem”, disse semana passada, logo após eliminar a Universidad de Chile, em Santiago.

O meia recebeu uma proposta milionária do Shanghai Shenhua, clube chinês que recentemente tirou Didier Drogba do Chelsea, e a tendência é que se aposente na Ásia. O presidente do Boca Juniors, Daniel Angelici, já admitiu publicamente a possibilidade de negociar o jogador. Sabe que dificilmente chegarão novas propostas por um jogador de 34 anos.

TIME – Mesmo depois de perder um caminhão de gols na segunda partida da semifinal da Libertadores contra a Universidad de Chile (empate por 0 a 0), o atacante Pablo Mouche está garantindo no ataque do Boca Juniors para a partida contra o Corinthians. No treino desta segunda, o técnico Julio César Falcioni confirmou o jogador na linha de frente da equipe ao lado de Santiago Silva.

Mouche passou a ter sua posição na equipe questionada mais fortemente pela imprensa e pela torcida porque não soube aproveitar as chances que teve de “matar” a Universidad de Chile em Santiago. Com a vantagem de ter ganho por 2 a 0 em casa, se o Boca Juniors fizesse um gol obrigaria o adversário a marcar pelo menos quatro para se classificar. Como o gol não veio, a equipe acabou sendo pressionada pelo rival até os minutos finais do jogo.

Assim havia a expectativa de que Mouche perdesse o seu lugar para Cvitanich, que o substituiu no segundo tempo da partida da última quinta. Falcioni não fará nenhuma mudança em relação ao time que enfrentou os chilenos. Vai mandar a campo Orion; Roncaglia, Schiavi e Caruzzo, Clemente; Ledesma, Somoza e Erviti; Riquelme; Mouche e Santiago Silva.

O treinador aposta no entrosamento e na experiência de seus jogadores para fazer um bom resultado em casa e decidir com mais tranquilidade no Pacaembu – a média de idade da equipe é de quase 31 anos. O fator físico também não preocupa. Como as chances de conquistar o Campeonato Argentino no último domingo eram remotas, os titulares foram poupados para enfrentar o Corinthians.

Por causa de incidentes nos jogos contra a Universidad de Chile (objetivos foram atirados no gramado) e Arsenal (um bandeirinha foi atingido), havia o temor de que a La Bombonera fosse interditada pela autoridades argentinas às vésperas da final da Libertadores. Nesta segunda, porém, veio a confirmação de que o estádio está liberado.