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Muricy se rende à ‘molecagem’ do Santos

'Essa molecada pode tudo', diz o treinador, após tomar banho de champanhe

Por Da Redação 16 Maio 2011, 02h32

O técnico Muricy Ramalho está há menos de dois meses à frente do Santos, mas já se sente à vontade na Vila Belmiro. Conhecido por ser um técnico sério, acabou se rendendo ao que chama de ‘molecagem’ do elenco santista, que neste domingo conquistou o bicampeonato estadual com uma vitória sobre o Corinthians por 2 a 1.

Durante entrevista coletiva, no centro de imprensa da Vila, o meia Paulo Henrique Ganso e o atacante Neymar – que marcou o segundo gol da partida – lideraram uma invasão dos jogadores para dar um banho de champanhe em Muricy. Surpreso, Muricy reclamou – da bebida. ‘Essa molecada pode tudo. Eles jogam muito. Mas esse champanhe é terrível. Vamos ver se tem coisa melhor no vestiário’, disse.

Apesar da alegria pelo título, Muricy disse que o time estará agora com a atenção voltada para a partida contra o Once Caldas (Colômbia), quarta-feira, no Pacaembu, valendo vaga na semifinal da Copa Libertadores. ‘Vai ser outra pedreira’, afirmou. ‘Não temos tempo para nada. Só vai dar para passar em casa, dar um beijo na esposa e voltar para a concentração.’

Segundo a programação divulgada pelo Santos, o elenco folgará nesta segunda-feira, mas participará da premiação do Campeonato Paulista à noite, na festa da Federação Paulista de Futebol (FPF). O time volta a treinar na terça, à tarde, no CT do Pão de Açúcar, em São Paulo.

Defesa – O Santos campeão paulista de 2011 não é o mesmo que faturou o estadual em 2010. As mudanças vão além da troca de jogadores. Conforme Muricy, a defesa santista está mais arrumada. “Eu não sou técnico de chegar no time e querer mudar tudo, mas, vendo o Santos jogar, não gostava quando o time perdia a bola na frente e corria muito para trás. Os zagueiros ficavam em exposição. Hoje, para entrar na nossa defesa, é muito difícil”, analisou.

Muricy aproveitou para lembrar o trabalho de seus antecessores no comando do Santos. “Peguei o time no final. Temos de lembrar o trabalho do Adilson Batista e do Marcelo Martelotti, que deram uma cara a este time”, disse o técnico. “Os dois foram muito importantes para esta conquista.”

(com Gazeta Press e AE)

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