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Medalhista belga não marca data para eutanásia: ”Hora não chegou’

Marieke Vervoort, medalhista de prata na Paralimpíada do Rio de Janeiro, negou o desejo de pôr fim à própria depois do evento

Por Da redação - 12 set 2016, 15h18

A atleta paralímpica belga Marieke Vervoort disse que ainda cogita realizar a eutanásia, mas que ainda não irá pôr fim à própria vida logo após participar da Paralimpíada do Rio de Janeiro de 2016, como havia dito na semana passada ao jornal francês Le Parisien.

“Estou com os papéis (da eutanásia) em mãos, mas ainda estou aproveitando cada momento”, disse ela em entrevista coletiva no Rio de Janeiro. “Quando chegar o momento em que eu tiver mais dias ruins do que bons, aí tenho os papéis da eutanásia, mas essa hora ainda não chegou”.

A esportista de 37 anos, que conquistou uma medalha de prata na corrida de 400 metros com cadeira de rodas no sábado, sofre de uma doença degenerativa incurável na coluna vertebral. Aos 14 anos, ela perdeu a capacidade de caminhar e passou a se locomover por cadeira de rodas. Em 2008, ela se inscreveu para uma eutanásia na Bélgica, onde a prática é legal. Marieke confirmou que a Rio-2016 será sua última competição e afirmou que a eutanásia deve ser debatida com maior frequência em outras nações do mundo.

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“Espero que outros países como o Brasil consigam falar a esse respeito. Não significa que quando as pessoas assinam os papéis elas têm que morrer duas semanas depois. Assinei meus papéis em 2008. E vejam só, (estamos em) 2016 e conquistei uma medalha de prata. Agora meu medo da morte acabou. A morte assistida é algo como operarem você, você dorme e não acorda mais. Dá a sensação de que será pacífico. Não quero sofrer quando morrer”, complementou a belga.

(Com Reuters)

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